Imagem ilustrativa da imagem Massa anuncia aposentaria na F1
| Foto: Andrej Isakovic/AFP
Brasileiro lembrou do companheiro Schumacher, que também confirmou sua primeira retirada das pistas, há 10 anos, no tradicional circuito de Monza



Monza - Um dia antes do início dos treinos livres do GP da Itália, marcado para este domingo, em Monza, Felipe Massa anunciou ontem que irá se aposentar da Fórmula 1 ao final desta temporada. O piloto de 35 anos de idade revelou que não renovará o seu contrato com a Williams, que expira ao término deste ano, e assim deixará a categoria máxima do automobilismo.
Dono de 11 vitórias pela Ferrari entre as temporadas de 2006 e 2008, sendo que nesta última foi vice-campeão ao perder o título para Lewis Hamilton em campeonato definido apenas na última volta do GP do Brasil, em Interlagos, Massa assim irá encerrar uma trajetória que ele iniciou em 2002, quando estreou na F1 no GP da Austrália, então pela equipe Sauber.
Ao todo, o brasileiro contabiliza 242 corridas na categoria, na qual, além das 11 vitórias, conquistou 16 pole positions, 15 melhores voltas e esteve presente no pódio em 41 provas. Em meio a momento ruim pela Williams, na qual segue sem conseguir resultados expressivos, ele agora então terá mais oito corridas pela frente nesta sua reta final da carreira de piloto de F1 - a última delas será em 27 de novembro, no GP de Abu Dabi.
"Estou mais nervoso do que em todas as minhas largadas. Depois de 27 anos competindo, desde quando comecei no kart, e após 15 anos na Fórmula 1, esta será a minha última temporada", afirmou Massa aos jornalistas na quinta-feira, ao confirmar a sua decisão. "Serão minhas últimas oito corridas na F1 e eu as curtirei o máximo possível. Muito obrigado a todos que estiveram ao meu redor e que acompanharam minha carreira. Estou orgulhoso de minha carreira, mesmo tendo perdido um campeonato por um ponto", completou, lembrando da disputa emocionante que travou com Hamilton no Mundial de 2008.
Massa, por sinal, viu o seu desempenho na Fórmula 1 começar a cair de forma mais significativa a partir do GP da Hungria de 2009, quando sofreu um grave acidente no treino de classificação para a prova. Naquela ocasião, foi atingido em cheio no capacete por uma mola que se soltou do carro do seu compatriota Rubens Barrichello e bateu forte em seguida, precisando ser levado ao hospital em estado preocupante. Após o trauma, ele só voltou a correr em 2010.
Ao lado de Rubinho, por sua vez, Massa é o quarto brasileiro com maior número de vitórias na Fórmula 1, com 11 cada um. Os dois só ficam atrás de Ayrton Senna, que acumulou 41 triunfos, Nelson Piquet (23) e Emerson Fittipaldi (14).

INSPIRAÇÃO EM SCHUMI
Massa também revelou que resolveu tornar pública essa decisão, em Monza, por ter se inspirado em Michael Schumacher. Foi no mesmo tradicional circuito italiano que o alemão anunciou pela primeira vez que estava se aposentando, então como piloto da Ferrari.
"Eu escolhi este lugar (para fazer o anúncio) porque 10 anos atrás Michael anunciou aqui que ele estava se aposentando", disse o brasileiro, em entrevista coletiva na qual lembrou que o ex-piloto optou por deixar a Ferrari e a própria F1, em 2006, também para assegurar a continuidade do brasileiro na equipe italiana em 2007, quando o finlandês Kimi Raikkonen já havia sido contratado como um dos pilotos titulares da escuderia. Assim, só restaria uma vaga no time para aquele ano.
Naquela ocasião, Raikkonen estava deixando a McLaren para correr pela Ferrari em 2007, complicando assim a permanência de Massa como titular. Mas a decisão de Schumacher de se aposentar assegurou a permanência do brasileiro como parceiro do finlandês. Depois, o alemão iria abandonar a aposentadoria para correr pela Mercedes na F1 entre 2010 e 2012, quando finalmente deixou a F1 de forma definitiva ao final daquele ano.
"Ele (Schumacher) escolheu me dar a oportunidade... E aqui é quase meu segundo país e um lugar muito importante para fazer isso (anunciar a aposentadoria)", ressaltou o brasileiro, que assim também de certa forma fez uma espécie de homenagem ao heptacampeão mundial de F1, cujo real estado de saúde segue sendo mantido em sigilo depois do grave acidente que sofreu enquanto esquiava nos Alpes franceses em dezembro de 2013.

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