Massa agradece 'ajuda' de Schumacher
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segunda-feira, 23 de outubro de 2006
Gazeta Press 
São Paulo - Responsável pela quebra de um jejum de 13 anos sem que um brasileiro vencesse o GP do Brasil de Fórmula 1, Felipe Massa se prepara para uma nova fase na Ferrari sem a presença do alemão Michael Schumacher. Adorado por uns, detestado por outros, o heptacampeão conta com a simpatia do ex-companheiro de equipe.
Ao contrário de seu antecessor, Rubens Barrichello, que viveu altos e baixos no relacionamento com Schumacher, Massa garante que tem uma boa relação com o agora piloto aposentado. ''Ele é sensacional, um cara muito legal. Tem quem não goste dele, mas eu gosto muito''.
Depois de uma temporada como piloto de testes da Ferrari e uma como titular na equipe, Massa reconhece que aprendeu muito com o heptacampeão. ''Ele me ajudou muito. Sempre quis que eu estivesse na equipe. Vou sentir bastante saudade dele. Espero que a gente continue junto, pelo menos no futebol.''
A sinceridade do relacionamento entre eles ficou evidente antes e depois do GP deste final de semana. Após receber o troféu da FIA das mãos de Pelé, o alemão foi ao encontro de Massa para lhe desejar boa sorte na corrida. No final, ele também fez questão de abraçar o companheiro.
Do convívio, o brasileiro quer levar para sua carreira as lições que aprendeu com as atitudes de Schumacher. ''A garra, a vontade de trabalhar junto com a equipe. Com ele entendi o que é corrida, que não é só velocidade, que você também tem de saber quando tirar o pé.''
Na próxima temporada, o paulista terá como companheiro de equipe o finlandês Kimi Raikkonen e já declarou estar determinado a ser o número 1 na escuderia italiana. Apesar da afirmação, Massa não quer saber de polêmica com recém-chegado e respondeu negativamente à pergunta se a vitória na última etapa serve como aviso ao finlandês.
A competição vai ser mesmo na pista, durante a temporada e o brasileiro conta com a confiança de muita gente. Além do elogio de Alonso, que o colocou como um dos cotados à disputa do título de 2007, Rubens Barrichello, que também conhece bem o esquema ferrarista, está otimista. ''Isto é muito verdade (poder ser o número 1). O Massa vai ter sua chance, mas eu não sei como a Ferrari vai trabalhar sem Schumacher. Ele sai um pouco na frente por conhecer as pessoas e falar a língua'', analisa.
O trabalho começa cedo no time de Maranello. Massa terá apenas dois dias para ficar no Brasil e ainda esta semana segue para a Itália.


