Zurique, Suíça - ''Que reinado?'' Assim Marta respondeu à Folha de S.Paulo sobre sua hegemonia nos prêmios de melhor jogadora do mundo. Isso antes de vencer ontem pela quinta vez seguida o troféu da Fifa, algo inédito na história da votação, incluindo os homens como Ronaldo e Zidane.
''Nisso as mulheres ganharam mais. Eles (jogadores) já ganham milhões. Espero que com esse prêmio haja mais mídia e mais apoio ao futebol feminino'', falou a alagoana, que já transformou suas lágrimas em algo esperado na cerimônia anual da Fifa.
Rival de Marta na eleição de melhor do mundo, a alemã Birgit Prinz reclamou da votação antes do resultado. ''Acho que poderia ser feita uma avaliação melhor, um acompanhamento melhor durante o ano. Há muita gente que entende de futebol feminino e há gente que poderia estar aqui (como finalista do prêmio)'', falou.
Marta preferiu elogiar as três finalistas, mas concorda que não é tão fácil renovar as duas melhores do mundo - Marta ganhou com 38,2% dos votos, Prinz teve 15,18% e a ''novidade'' Bajramaj, alemã, recebeu 9,96%. ''As três que estiveram aqui fizeram por merecer. Minhas concorrentes eram fortes. Mas é difícil olhar algumas ligas do futebol feminino. Eu acho que uma das grandes jogadoras do mundo e que tem um grande futuro é a Maurine, do Santos e da seleção brasileira'', afirmou. (R.B./Folhapress)

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