Marroquinos ficam eufóricos com o time
Marroquinos ficam eufóricos com o time
No empate com o Chile esta semana levou os torcedores a loucura. Mas todos sabem que a estréia será uma decisão
Agência Folha
Arquivo FolhaPreparação totalOs marroquinos querem, sob o comando do france Michel, realizar uma campanha de surpresa na Copa O francês Henri Michel, que dirige a seleção do
Marrocos, levou à loucura os torcedores marroquinos que assistiram ao amistoso contra o Chile, ontem à noite, em Avignon. O empate por 1 a 1 mostrou uma velha deficiência (defesa aberta), mas diversas virtudes, como rapidez no toque de bola e na construção de jogadas de ataque.
Nossa evolução está bem visível, comentou o treinador, discretamente feliz com a confusão provocada pelos malucos torcedores: eufóricos com a boa apresentação, invadiram o campo para abraçar os jogadores, provocando uma reação violenta da torcida. Isso será importante para enfrentar nossos fortes adversários. O Marrocos estréia na Copa do Mundo contra a Noruega e, depois, jogará com o Brasil, adversário que lhe permitiu resultados memoráveis.
Michel era o treinador da seleção da França na final da Olimpíada de Los Angeles, em 1984 (o Brasil perdeu por 2 a 0). O treinador também comandava a França na Copa de 1986, no México, onde o Brasil foi desclassificado nas quartas-de-final na cobrança de pênaltis. Claro que o time brasileiro atual não se compara àqueles passados, comentou. Mas é sempre bom ter uma boa lembrança como essa.
Como o próprio treinador acumula também uma derrota para o Brasil (e justamente quando dirigia uma seleção africana, Camarões, derrotada por 3 a 0 na Copa dos Estados Unidos, em 1994), os marroquinos encaram a partida contra a Noruega como uma decisão para decidir o futuro da equipe na competição.
Classificar-se para a próxima fase seria coroar o trabalho comandado por Michel desde a péssima atuação de Marrocos há quatro anos, quando ficou em quarto e último colocado na fase inicial. Fizemos uma reestruturação completa, investindo em uma equipe mais jovem, comenta o treinador. Com isso, consegui montar um grupo mais determinado, que tem Naybet como principal líder.
A mudança radical trouxe também riscos - se conta com um time titular bem entrosado, o técnico francês não tem reservas capazes de manter o nível. Por isso, sua preocupação detalhista com a recuperação dos atacantes Naybet, que está com o calcanhar direito machucado e Hadji, praticamente recuperado de uma contusão muscular.
Eles são importantes também no aspecto psicológico entre os mais jovens, pois jogam no exterior (La Coru¤a, na Espanha) e têm uma determinação exemplar, comenta o treinador que, prudente, pretende escalar sua equipe principal somente no último treinamento antes da estréia na Copa, que deverá acontecer na terça-feira.





