Marques: "O Atlético é a minha casa"
-------------------------- ATENÇÃO SENHORES EDITORES: PARA PUBLICAÇÃO SOMENTE NO DOMINGO -------------------------- Por Paulo Guilherme
Belo Horizonte, 10 (AE) - Camisa vermelha para fora da calça, sapato de couro fechado, correntinha com imagem religiosa e um jeito manso de falar, o paulista Marques aos poucos vai incorporando o estilo de vida dos mineiros. Há dois anos e meio no Atlético-MG, o jogador nascido em Guarulhos (SP) já se considera um cidadão mineiro e garante não ter nenhum ressentimento de participar da decisão mais importante de sua carreira contra o clube que o revelou e que aprendeu a amar na infância e adolescência. "O Atlético é a minha casa", garante Marques Batista de Abreu, de 26 anos. "Até meus pais que sempre foram corintianos agora são todos Galo."
Ele ainda preserva o carinho pelo Corinthians, afinal, foram dez anos de rotina diária de Guarulhos para o Parque São Jorge. Marques, porém, teu seus motivos para não morrer mais de amores pelo seu primeiro clube. Ele ainda não se conforma da maneira que saiu do clube, envolvido na compra do passe de Edmundo, do Flamengo. "Eu era muito novo, tinha 23 anos e sabia que tinha mais coisas para dar ao Corinthians", diz.
Marques havia se recuperado de uma cirurgia no púbis e estava pronto para voltar a ser titular da equipe corintiana quando teve de ir em definitivo para o Flamengo onde ficou um ano até ser transferido para o Atlético-MG. "No final acabou sendo muito bom para mim porque amadureci muito profissionalmente", analisa o jogador, que é casado e pai de uma menina. No Corinthians, Marques foi campeão paulista e da Copa do Brasil em 1995. Foi com suas boas atuações no clube que chegou à seleção brasileira dirigida por Zagallo. Foi ele o primeiro jogador a fazer a fatídica função do 1 no esquema 4-3-1-2 inventado pelo ex-treinador da seleção.
"Nossa, isso foi há tanto tempo que eu nem me lembro mais", comenta Marques. Participou de cinco jogos da seleção brasileira
sendo alguns no time sub-23, e marcou quatro gols. Aos amigos, ele revela estar ansioso para ser lembrado por Wanderley Luxemburgo. "O Marques só não voltou à seleção ainda porque está fora do eixo Rio-São Paulo", avalia Guilherme, companheiro de Marques no ataque do Atlético-MG. "Ele é um craque que desequilibra qualquer jogo."
Marques já marcou sete gols no campeonato. Sua função principal na equipe é puxar os contra-ataques e criar as jogadas para Guilherme finalizar. Isso explica a devoção do colega, que é o artilheiro da competição com 25 gols. Na última partida contra o Vitória, em Salvador, a atuação de Marques foi decisiva para o sucesso do Atlético-MG, que venceu por 3 a 0, e de Guilherme, que marcou dois gols.





