Pela primeira vez desde 1991, o Brasil iniciará um Mundial de F-1 com quatro pilotos. Depois de Rubens Barrichello (Ferrari), Luciano Burti (Jaguar) e Enrique Bernoldi (Arrows), o curitibano Tarso Marques, 25, assinou ontem contrato com a Minardi. Hoje, ele já fará o shakedown (teste de verificação dos componentes) do novo carro, em uma pista de aeroporto em Milão. À noite, deve embarcar para o Brasil, onde ficará até a viagem para a primeira corrida do ano, o GP da Austrália, no dia 4 de março.
Essa será a segunda chance de Marques na F-1. Ele já disputou 11 GPs na categoria, entre 1996 e 1997, também pela Minardi, mas nunca conseguiu resultados expressivos. Em 1996, foram duas corridas, no Brasil e na Argentina. A falta de patrocínio, no entanto, impediu que ele continuasse na equipe.
No ano seguinte, foi convocado pela Minardi para a vaga de Jarno Trulli, que deixou o time no meio da temporada para se transferir para a Prost. O melhor resultado do brasileiro foi uma 10ª colocação, no GP da Inglaterra.
‘‘A equipe queria um piloto jovem e com experiência na F-1. E o Tarso era o único que se encaixava nesse perfil’’, afirmou Mauricio Slaviero, empresário de Marques. Segundo ele, o único concorrente do brasileiro à vaga era o italiano Gianni Morbidelli, 33. ‘‘O maior problema dele era a idade. O Tarso tem pelo menos mais dez anos de carreira’’, disse Slaviero.
Há 10 anos o Brasil não iniciava uma temporada da F-1 com tantos pilotos inscritos. Em 1991, Ayrton Senna (McLaren), Mauricio Gugelmin (Leyton House), Nelson Piquet e Roberto Moreno (Benetton) alinharam para o GP dos Estados Unidos, em Phoenix. Na Minardi, Marques será companheiro do espanhol Fernando Alonso, 19, que estréia na F-1.
Além de Barrichello, Bernoldi, Burti e Marques, outro piloto brasileiro estará atuando na F-1, mas como piloto de testes: Ricardo Zonta, também paranaense, contratado pela Jordan, que espera conseguir uma vaga de titular no ano que vem.

mockup