São Caetano do Sul - Mário Sérgio sempre justificou a fama de ser um bom ''montador'' de times. Assim foi seu início de carreira, no final dos anos 80, quando assumiu o Vitória. Brigou com os dirigentes antes que os títulos viessem. Depois, já no Corinthians, em 1993, foi eliminado nas semifinais do Campeonato Brasileiro pelo próprio time baiano.
Ainda pelo Corinthians, em 1995, montou o time que foi campeão paulista sob o comando de Nelsinho Baptista. Em 1998 a história se repetiu no São Paulo: Mário Sérgio começou o Campeonato Paulista e Nelsinho levantou a taça.
Em história semelhante e bem mais recente, participou da montagem do Atlético Parananense, em 2001, que depois sagrou-se campeão sob o comando de Geninho. Mas o que então está faltando para o técnico conquistar títulos? ''Nada. Tudo é questão de tempo e de uma série de fatores que, quando conjugados juntos, resultam numa conquista'', diz.
Para alguns, o estrategista Mário Sérgio também contribuiu com uma boa parcela de culpa na inesperada derrota diante do Palmeiras. Ele teria se perdido entre as dezenas de mudanças, um verdadeiro entra-e-sai, no time. Por exemplo, a inexplicável substituição de Adhemar por Anaílson, ainda no intervalo. Os dois jogadores, que nos bons tempos de Picerni brilhavam juntos, agora vivem afastados, um em campo, outro fora dele. (A.E.)