Imagem ilustrativa da imagem Marinho recorda título de 1981 e confia no bi do Flamengo
| Foto: Gustavo Carneiro

E agora seu povo pede o mundo de novo. Este é o refrão que move a torcida do Flamengo para a decisão do Mundial Interclubes no sábado (21), em Doha, contra o Liverpool. A história se repete 38 anos depois e apesar das quase quatro décadas que separam a final em Tóquio da decisão no Catar, aquele histórico 3 a 0 não sai da cabeça de um londrinense ilustre.

Aos 64 anos, o ex-zagueiro Marinho marcou história com a camisa rubro-negra e vê semelhanças nesta atual equipe com o maior time de todos os tempos do Flamengo, multicampeão na década de 1980, e que contava com nomes como Zico, Júnior, Adílio, Andrade e Nunes.

"Aquele time do meio para frente era difícil de marcar. Tínhamos a responsabilidade de sermos fortes lá trás para que eles pudessem decidir no ataque", comenta o ex-jogador. "Hoje, o Flamengo também tem um time muito bom, mas não pode ficar dependendo de apenas um ou dois para resolver".

Revelado no Londrina, Marinho jogou entre 1980 e 1984 no Flamengo e ganhou quase tudo naquele período com destaque para três brasileiros, a Libertadores e o Mundial de 1981. O londrinense se diz muito feliz com a fase e com os títulos conquistados pelo rubro-negro em 2019 e acredita no bi mundial. Entretanto, o ex-zagueiro reconhece a força da equipe inglesa.

"O Liverpool tem um time mais experiente e acredito que eles vão entrar em campo lembrando de 81. Mesmo sendo outra época, outros jogadores os clubes envolvidos são os mesmos. É uma espécie de revanche para o Liverpool e isso é um incentivo a mais para eles", apontou. Outra coincidência de 1981 é que o Flamengo agora também tem um londrinense entre os titulares: o lateral Rafinha.

Com a experiência de quem foi um zagueiro vitorioso e de sucesso, Marinho dá a receita para a defesa do Flamengo segurar o trio ofensivo dos Reds formado por Salah, Firmino e Mané. "Também tínhamos um time muito ofensivo, inclusive com os laterais Leandro e Júnior, e por isso a defesa tinha que estar muito atenta e jogar com velocidade para impedir os lançamentos longos. Nesta final será assim também. Os atacantes do Liverpool são velozes e perigosos e Rodrigo Caio e Marí não podem dar espaço nenhum para eles jogarem", ressaltou.

Apesar de já ter vivido muitas emoções em campo e disputado diversas finais, Marinho revela que nem sempre consegue assistir a todos os jogos do Flamengo, já que o nervosismo e a ansiedade atrapalham. "No começo dos campeonatos até que vai tudo bem, mas nos jogos decisivos vou dizer que não é fácil não. Fico meio apavorado em algumas partidas e saio da frente da televisão", confessa.

Na decisão de sábado, no entanto, o ex-jogador garante que não vai desgrudar da TV. "Este não vai ter jeito. Vou assistir o tempo todo e tentar me acalmar, além de passar aquele pensamento positivo para os meninos do Flamengo".

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