Maringaenses também vão jogar golfe
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segunda-feira, 10 de novembro de 1997
Isnard Cordeiro Londrina 
DivulgaçãoPara a históriaClaudio Ivantes, Teruo Matsuda, Luiz Nishimori, Dan Blackenship, Edson Matsuda e Wilson Yabiku, com o projeto dos nove buracos iniciais Estatísticas anunciadas pela Confederação Brasileira de Golfe (CBG) dão conta que o Paraná é o Estado em que o esporte mais cresceu no Brasil no último ano. E a tendência é que este crescimento de golfistas, em especial no Norte do Paraná, aumente consideravelmente em 98, em razão desta própria evolução do golfe de uma maneira geral. Em 98, o Paraná terá muito mais opções para se praticar o esporte, com a ampliação de campos e possivelmente um driving range público, como pretende o prefeito Antônio Belinati, em Londrina. Se isto vier a acontecer, aí ficará clara a evolução ainda maior do esporte. A previsão de um grande crescimento em 98 está ligado ao fato de que novos campos irão surgir. Os atuais cinco campos existentes no Paraná, aumenta para sete para o ano que vem e pula para oito em 99. Isso sem falar nas melhorias dos que estão em plena atividades hoje em dia. O Londrina Golf Club, por exemplo, deve entregar aos seus golfistas, os 18 buracos, enquanto que a cidade ganhará, na mesma época, um novo campo de nove buracos para se praticar o esporte. Em Curitiba, onde existem três campos, o Santa Mônica também vai investir e deve lançar seu campo. Com isso, os quase mil praticantes do golfe fatalmente se multiplicará ou irá até mais, tal é o interesse que a modalidade vem despertando, graças também as atividades dos presidentes dos clubes paranaenses e de Joinville, que apesar de ser uma cidade catarinense, está filiado à Federação Paranaense de Golfe (FPG).
Maringá Um bom número de jogadores do Londrina Golf Club é de Maringá. Toda semana um grupo de mais de 10 maringaenses fazem exatamente o que os londrinenses faziam há cinco anos, quando ainda não existia um campo na cidade. E os londrinenses iam até Bastos, no interior paulista, para praticar o esporte. Aliás, quando foi iniciado a construção do Londrina Golf Club, os golfistas da cidade já disputavam Torneio Interno, no campo paulista. Tanto é verdade que o primeiro campeão norte-paranaense, Chuichi Yakushijin, ganhou o título no campo de Bastos.
E é esse desejo demonstrado pelos londrinenses, que impulsiona os maringaenses a virem a Londrina até três vezes por semana para treinar e disputar torneios. Só que até agora eles ainda não fizeram o Interno de Maringá. Mas alguns campeões surgiram, caso, principalmente, de Edson Matsuda, que faturou alguns torneios em Londrina.
Mas como os londrinenses, os golfistas de Maringá decidiram mudar essa situação. E o Maringá Golf Club, já é uma realidade, desde o dia 26 de setembro de 97. Uma data história para o golfe maringaense. A Associação dos Golfistas de Maringá dá espaço para um clube, que ainda este mês inicia a construção de seus primeiros nove buracos. Numa reunião realizada naquela data, 21 pessoas escolheram o primeiro Conselho Deliberativo do Maringá Golf Club, que será presidido por Teruo Matsuda.
E o Conselho elegeu esta diretoria: presidente, Luiz Nishimori; 1º vice, Wilson Tomio Yabiku; 2º vice, Cláudio Renato Pupin Ivantes; 1º secretário, Carlos Alberto dos Santos; 2º secretário, Futoshi Matsuda; 1º tesoureiro, Paulo Kojima; e 2º tesoureiro, Nelson Matsuda. O Conselho Fiscal terá Sérgio Ferraz, Cleuzanir Ivantes e Eurico Ikuta, como efetivos, e Laurindo Furquim, Jorge Tanaka, Yoshiyuki Onogui e Paulo Mitsui, para suplentes. Carlos Mamoru Ajita, Roberto Otani e Wander Roberto Rodrigues serão os relações públicas, e o primeiro capitão de campo será Edson Matsuda.
O campo Devidamente registrado, o Maringá Golf Club fez uma parceria com Cleuzanir Ivantes, proprietário da Fazenda Mirante do Pirapó. O clube compra uma área de terra (36 alqueires) e alí constroi seu campo, mas permitindo, que na mesma área, Ivantes possa fazer um loteamento. Junto aos primeiros nove buracos, Ivantes ficará com uma área suficiente para que sejam vendidos 72 lotes para construção de casas, assim como um condomínio. E esses nove buracos deverão ter suas obras iniciadas ainda este mês, com previsão de inauguração para dois anos.
Nós vamos lançar, em dezembro, a venda de cotas para associados do clube e com o dinheiro que vai entrar dessa venda, será todo aplicado na construção dos nove buracos e do Club House, disse o primeiro presidente, Luiz Nishimori. Para Edson Matsuda, tudo vai ser feito com muito cuidado para não errar. Estamos procurando fazer mais ou menos como funciona o Londrina Golf Club e temos contado com a experiência dos dirigentes londrinenses a fazer com que tudo dê certo, espera. A diretoria espera vender, na primeira fase, 150 cotas-ações do clube, que considera suficiente para a construção dos nove buracos. A meta é que dentro de três anos o clube possa ampliar para 18 buracos, com a venda de mais 150 cotas. Com 18 buracos, 300 sócios não prejudicarão ninguém para jogar durante a semana.


