Maringá recebe estrelas do futsal
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terça-feira, 22 de outubro de 2013
Rafael Souza<br>Reportagem Local 
Sete seleções e uma missão: tirar do favorito Brasil o título da 8ª edição do Grand Prix de Futsal masculino, que começa hoje em Maringá. Será a primeira vez que o campeonato, considerado o segundo mais importante da modalidade inferior apenas à Copa do Mundo será realizado no Paraná. O ginásio Chico Neto será o palco dos jogos.
Atual campeão, o Brasil terá pela frente algumas das potências emergentes do futsal internacional na briga pelo bi. Sem a vice-campeã mundial Espanha, a Rússia surge como principal adversária brasileira. O time vermelho é o atual vice-campeão europeu e aposta no quarteto de brasileiros naturalizados russos Eder Lima, Robinho, Gustavo e Sirilo para se dar bem. Lima foi o artilheiro da última Copa do Mundo, com nove gols. A Rússia é favorita ao primeiro lugar no grupo B, que tem também Paraguai, Guatemala e Sérvia.
A chave promete ainda outras disputas interessantes. Os sérvios sonham surpreender mais uma vez, como fizeram na Copa do Mundo do ano passado, quando passaram da primeira fase com folga, mas acabaram eliminados nas oitavas pela Argentina. Esta será a segunda participação dos sérvios em um Grand Prix - em 2008, em Fortaleza, a Sérvia terminou no quinto lugar. Já os paraguaios vêm ao Paraná com a missão de fazer uma boa campanha e se consolidar como uma das grandes potências da modalidade na América do Sul. A Guatemala, que participa pela quarta vez do torneio, corre por fora na disputa.
Em seu grupo, o Brasil terá pela frente Japão, Irã e a eterna rival Argentina. Para os iranianos, que vão disputar o torneio pela quinta vez, a meta é repetir a proeza de 2009, quando foram vice-campeões, perdendo para o Brasil. Um dos destaques da equipe é o técnico espanhol Jesús Candelas, que assumiu a equipe no início do ano para tentar fortalecer a seleção do Oriente Médio.
Primeiro adversário do Brasil, o Japão é outro que aposta em um técnico espanhol, Miguel Rodrigo, para crescer na modalidade. O treinador promove uma reformulação no elenco e tem no Grand Prix o seu primeiro grande teste.
Já a Argentina tem se caracterizado como uma das grandes adversárias do Brasil nos últimos anos. Em ascensão há alguns anos, os "hermanos" por pouco não eliminaram o time verde e amarelo nas semifinais da última Copa do Mundo. O time já joga junto há muito tempo e é a principal ameaça ao Brasil no grupo A.
"É uma competição curta, mas muito forte. Na nossa chave tem três grandes seleções, que disputaram o mundial. Enfrentamos a Argentina e o Japão em dois grandes jogos. Vamos fazer nosso trabalho para chegar na final e quem sabe ser campeão", analisa o pivô da seleção brasileira, Fernandinho, campeão mundial em 2012.
As seleções se enfrentam entre si dentro do grupo, em turno único, e os dois melhores seguem adiante, fazendo as semifinais e, na sequência, a final.


