Maringá quer a queda de Beltrão e Matsubara
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sexta-feira, 24 de abril de 1998
Claudemir Scalone e Nelson Cilo 
Se o Maringá provar que o Francisco Beltrão e o Matsubara não pagaram em tempo hábil as taxas de R$ 500,00 que deviam à CBF ou que não tenham enviado o formulário cadastral à entidade, os dois clubes poderiam perder pontos nos jogos em que teriam atuado irregularmente. Ou seja, depois de 28 de fevereiro, prazo limite em que deveriam regularizar os débitos.
Alertados pelo presidente da Federação Paranaense de Futebol (FPF), Darci Piana, Beltrão e Matsubara teriam feito o pagamento na última segunda-feira. Quem afirma é o presidente do Maringá, Ronaldo da Silva Maia, que em ofício entregue ontem ao Tribunal de Justiça da FPF, cita o Fax Circular nº 03/98, em que a CBF considera faltosos e não mais cadastrados os clubes que descumprirem as obrigações previstas.
Portanto, no período da possível irregularidade, não teriam ocorrido registros de atletas. Se o Tribunal da FPF acatar a denúncia, a eventual punição aos acusados também beneficiaria o Londrina, um dos rebaixados. O Maringá igualmente se livraria da segunda divisão. Cairiam Francisco Beltrão e Matsubara.
Silva Maia tentou localizar o prefeito Antonio Belinati e o presidente da Sociedade Amigos do Londrina (SAL), Marcos Alexandre Domingues, mas, até o início da noite, não havia conseguido. É importante que eles nos dêem apoio nessa luta, disse o presidente do Maringá, que, na segunda-feira, retomará os contatos para levar a briga em frente. Vamos juntar todos os documentos possíveis.


