Marcos Zanatta
De Maringá
O futuro da equipe do Maringá Vôlei, que não venceu nenhuma das 13 partidas que disputou pela Superliga Masculina de Vôlei, será decidido hoje. O ex-jogador Paulão, que ainda preside o time e está na assessoria do Ministério do Esporte, Turismo e Juventude, promete estar na cidade para analisar a melhor saída. ‘‘O time é o verdadeiro reflexo do apoio que vem recebendo desde o início’’, lamenta o supervidor da equipe, o ex-jogador Carlão. ‘‘Acho chato falar, mas o time faliu’’, lamenta ele. O Maringá não tem mais chance alguma de classificação, e pode até abandonar a competição.
A equipe recebe hoje o Banespa, às 20h30, em Maringá, abrindo a primeira rodada do returno da Superliga Masculina.
O grupo foi formado um mês antes do início do campeonato. Sem patrocínio e sem dinheiro, o nível dos jogadores ficou abaixo do esperado. A equipe teve problemas até para jogar no ginásio Chico Neto, inundado pelas chuvas no final do ano passado, que obrigou a reforma do piso. A torcida sumiu dos jogos em Maringá. O público, que chegava a três mil torcedores na temporada passada, não passou de duas centenas na última partida, no final de semana contra o Minas Tênis. Carlão revelou ainda à Folha que entre os 200 torcedores não tinha nenhum pagante.
‘‘A torcida não tem culpa da situação do time. O torcedor não vai mudar a situação porque os jogadores são fracos’’, desabafa. Ele diz que no início dos trabalhos, o grupo tinha consciência que não existia como contratar bons jogadores. O problema, na visão de Carlão, é que além de experiência, faltou vontade aos jogadores. ‘‘Tentamos de tudo, de todo jeito, mas esse pessoal não tem dom para a coisa’’, analisa.
A expectativa inicial, segundo Carlão, era do time cavar algumas vitórias. O que acabou não acontecendo. O dirigente do Maringá concorda que o grupo está fazendo a cidade passar vergonha. ‘‘Por falta de motivação do pessoal’’, acredita. Ele lembra que no segundo ano de Maringá na Superliga, o time só tinha jogadores da cidade. ‘‘Mas existia raça na equipe’’, compara. Mesmo no ano passado, quando o Maringá teve dificuldades com patrocínio, o time lutou e mostrou que merecia apoio. Os jogadores daquela temporada, ou boa parte deles, estão agora em clubes de nível. ‘‘Não temos o que cobrar porque não temos o que oferecer’’, resume Carlão.

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