Maringá inova na Superliga para superar a crise
São Paulo, 12 (AE) - A equipe do Telepar/Maringá, quinta colocada na classificação geral da Superliga Masculina de Vôlei, vive dois momentos bem distintos na competição: mostra organização ímpar dentro e fora da quadra e, paradoxalmente, sofre grave crise financeira.
Dirigido pelo ex-meio-de-rede Paulão, campeão olímpico em Barcelona, em 1992, o time de vôlei paranaense ostenta façanhas como a de ter a maior média de torcedores da competição. Cerca de 3 mil pessoas assistem a cada jogo disputado no Ginásio Chico Neto, em Maringá. Ao contrário de outras equipes, que abrem seus portões ao público, o Telepar cobra ingressos. A arrecadação é importantíssima para o pagamento das despesas.
A falta de dinheiro, na verdade, obrigou o time a desenvolver novas formas de arrecadação. O time explora comercialmente os bares do ginásio e administra o estacionamento.
O Maringá Vôlei Clube montou ainda um quiosque no Shopping Center Maringá, onde vende ingressos para os jogos, camisas do time, kit torcedor e lembranças como o mascote, escudos, pins, pôsteres e chaveiros. O kit completo, com uniforme, por exemplo, custa R$ 45,00.
Ingressos e produtos - assim como a formação de caravanas para jogos fora de casa - podem ser comprados pelo telefone 0800440055, cedido pela Telepar, a empresa de comunicações privatizada. O clube conseguiu outras formas de economizar. Por ser o único time a ter todos os seus jogos transmitidos pela TV - firmou contrato com duas emissoras da região (uma de sinal aberto e outra, fechado) -, obteve permutas com a exibição de placas de publicidade no ginásio.
"O almoço dos jogadores é feito no restaurante Calçadão e o jantar no Kanpai em troca de placas", lembra Cláudia Costa, mulher de Paulão, que desde o mês passado ocupa a diretoria de Desenvolvimento do Desporto do antigo Indesp, órgão ligado ao novo Ministério de Esportes e Turismo.
"Trocamos também os uniformes, fabricados pela Hering, por placa e pela exibição do nome da empresa nas camisetas de treino." As despesas da equipe para a temporada estão orçadas em R$ 900 mil e Paulão tem garantidos apenas R$ 650 mil. Por isso, tem atrasado um pouco o pagamento dos salários dos atletas. "Os jogadores têm consciência do problema e também colaboram", lembra o ex-atacante.
"Eles sabem que o dinheiro atrasa um pouco, mas sabem que vão receber." Os destaques do time, dirigido pelo ex-jogador Fernando, são Talmo (campeão olímpico em Barcelona), Xanxa e Renato Felizardo, que integraram o grupo de atletas da seleção brasileira em 1998. Estão também Maurício Pagnota, Celso, Enoch e Paulinho.
Superliga - O BCN conseguiu a sua reabilitação na Superliga Feminina de Vôlei ao derrotar a Uniban por 3 a 0, com parciais de 25/21, 25/22 e 28/26, em Osasco, no encerramento da sexta rodada do returno. Rexona e MRV/Minas dividem a liderança na classificação geral, com seis vitórias em seis partidas.
A Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou hoje que o Jogo das Estrelas da Superliga Feminina será disputado no dia 27
em Fortaleza. Bernardinho será o técnico da seleção das brasileiras, enquanto Sérgio Negrão orientará o time das estrangeiras.





