A edição deste ano da Liga Nacional de Handebol Masculino, que começa no próximo dia 18, terá mudanças em relação à de 2007, sendo que a principal é a redução do número de equipes para sete e a ausência de um dos clubes mais tradicionais do País na modalidade: o Olímpico/Maringá/Unimed, que formou, por exemplo, alguns atletas olímpicos como Léo, Tupan, Alê (goleiro) e Jair.
A participação das equipes vem diminuindo a cada Liga - em 2006 foram dez e no ano passado, oito. Das que disputaram a última edição, as ausências serão o Maringá, o Universo-RJ e o Grande Rio-RJ. Em compensação, dois times que não estiveram em 2007 confirmaram presença: Itajaí-SC e Interativo/São Carlos-SP. Os outros cinco são os já tradicionais Pinheiros-SP (atual campeão), Unopar/FEL/Londrina (vice), Metodista-SP (3º colocado em 2007), Imes/São Caetano-SP (4º) e Blumenau-SC.
A Unopar, que lidera o ranking nacional com quatro finais consecutivas - foi campeã em 2005 e vice em 2004/06/07 -, fará seus dois primeiros jogos em Santa Catarina: dia 18 contra Itajaí e dia 20 contra Blumenau.
Quem tem a lamentar essa redução na Liga é o técnico de Maringá, Valmir Fassina, que amargará a ausência após nove anos de participação. ''Estivemos em quase todas as Ligas, com exceção de 1997 e 2002. É triste ficarmos de fora e por motivos financeiros'', desabafou. Segundo o treinador, uma taxa de R$ 10 mil de participação na Liga, cobrada de todos os clubes, teria sido a causa da desistência da equipe. ''Não conseguimos reunir esse valor a tempo e quando ligamos para a CBHb (Confederação Brasileira de Hanbedol) para saber do prazo, já tínhamos sido cortados'', lamentou Fassina.
Os outros recursos necessários para a Liga - como gastos com viagens, hospedagem, alimentação e taxas de arbitragem - não foram o motivo da desistência, assegurou o treinador: ''Isso nós sempre demos um jeito, pois viajamos em ônibus da Prefeitura e ficamos em alojamentos''.
O diretor da CBHb, Fabiano Redondo, argumentou que o valor de R$ 10 mil cobrado de todos os clubes não é uma taxa de franquia nem de inscrição, mas um fundo para ações de marketing ''idealizado pelos próprios clubes, em comum acordo''. ''Além disso, a maior contribuição para esse fundo veio da própria CBHb, que depositou R$ 220 mil para ajudar no sucesso da Liga'', afirmou.

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