O Grêmio Maringá já está com o planejamento de receita e despesas ‘‘estimadas’’ para a temporada 2001, e confiante no apoio da iniciativa privada para formar o time. O Galo vai disputar a Série A-1 (Segunda Divisão) do Campeonato Paranaense, que começa em março. A declaração do prefeito eleito, José Cláudio Pereira Neto (PT), de pedir ajuda ao time através do Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá (Codem), animou os dirigentes. ‘‘O conselho reúne a grande maioria dos empresários da cidade, e pode ser uma saída para nosso time’’, diz o presidente do Grêmio, Aristides Mossambani.
Os diretores estão dispostos a abrir o time para a comunidade e querem mudar também o estatuto, permitindo a participação direta dos colaboradores. O Conselho Deliberativo, de sete membros, passa a ter até 100. Os demais setores também serão abertos para ‘‘viabilizar’’ o clube. Mossambani arrisca até cobrar que parte dos 2% do orçamento da prefeitura, destinados todos os anos ao Codem, pode ir para o time. ‘‘O dinheiro deve ser aplicado no desenvolvimento da cidade, e o Grêmio pode colaborar com isso’’, acredita.
A diretoria espera também apoio ‘‘político’’ para o Galo. ‘‘Por falta de apoio políticos perdemos muitas batalhas’’, afirma. Ele cita a retirada do Grêmio para a inclusão do Prudentópolis na categoria superior, as arbitragens ‘‘desastradas’’ e a falta de apoio financeiro.
O planejamento do Galo aponta de onde sairá a renda do time. Da estimativa de R$ 128 mil por mês para a próxima temporada, R$ 90 mil devem sair do bolso de conselheiros, sócios e colaboradores. Parte da receita vai também para a amortização da dívida do time, que alcança R$ 270 mil. As despesas, levando em conta todos os detalhes da participação do time, está fixada em R$ 120 mil ao mês. Se o planejamento se concretizar, diz Mossambani, o Galo estará na Primeira Divisão em 2002.

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