Maringá cobra mais avanços
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sábado, 28 de outubro de 2000
Marcos Zanatta De Maringá 
Os deficientes físicos de Maringá já conquistaram muitos avanços, mas querem mais. Nos últimos 12 anos parte das calçadas tiveram a guia rebaixada próximo às faixas de pedestres por todo centro da cidade, os prédios públicos foram adaptados, existe um serviço de transporte de deficiente em cadeira de rodas e o Ministério Público tem agido. Mas ainda precisamos lutar para eliminar algumas barreiras, afirma Alexandre Baroni, presidente do Centro de Valorização da Vida Independente (CVI).
No início da década de 90 a prefeitura promoveu uma readequação do calçamento para beneficiar os deficientes. No ano passado, o código de obras do município foi revisto e adaptado para contemplar os deficientes. O problema é o que está feito e tem que ser adaptado, reclama Baroni. Ele lembra que nem todos os prédios públicos, que deveriam ser adaptados por força da lei, estão de acordo com as necessidades dos deficientes.
Junto com o MP, as entidades têm lutado para eliminar as barreiras. No mês passado, 12 cartórios de Maringá e cidades vizinhas foram notificados para adaptar os imóveis ao acesso dos deficientes. Os deficientes estão cada dia mais nas ruas, e os empresários da iniciativa privada precisam se conscientizar disso, lembra Baroni. Ele acha que muitas barreiras simples, que impedem o acesso de qualquer pessoa com problema, podem ser eliminadas com facilidade.
O que falta na opinião de Baroni, não é uma série de leis que obriguem os proprietários de imóveis e empresas a eliminar obstáculos. As pessoas precisam se conscientizar de que um degrau impede não apenas o deficiente de se deslocar, mas até o próprio usuário do local que tenha algum problema temporário de locomoção, sentencia.
Os integrantes do CVI concordam que Maringá está muito à frente de outras cidades do mesmo porte. Já somos privilegiados por uma topografia plana, e isso também elimina a necessidade de grandes investimento, lembra.


