Maringá busca novo patrocinador
Maringá busca novo patrocinador
Lucinéia Parra
Maringá
A equipe não conseguiu chegar às quartas-de-finais da Superliga de Vôlei Masculino este ano, mas sacudiu o público de Maringá nas partidas realizadas em casa e mostrou que tem potencial para conseguir melhores resultados, dependendo apenas de um pouco mais de investimento. A equipe em questão é o Maringá Vôlei Club, que enfrenta fora das quadras uma árdua tarefa de conseguir novos patrocinadores. A Telepar ainda é a patrocinadora oficial da equipe, mas os recursos prometidos há quase três meses, na ordem de R$ 300 mil, não foram liberados, segundo os dirigentes.
Diante das incertezas sobre o real interesse da empresa estatal de continuar patrocinando o Maringá Vôlei Club, o jogador Paulão, o principal representante da equipe, ameaça jogar a toalha e promete um xeque-mate na questão da ajuda do governo.
Paulão demonstra cansaço de correr atrás de patrocinadores e de esperar pelos recursos da Telepar. Diz não entender porque a equipe enfrenta tantas dificuldades para conseguir recursos, já que ela obteve bons resultados na última Superliga e está classificada para o campeonato de 98/99. Além disso, a equipe é muito citada na imprensa graças ao desempenho e determinação dos jogadores, e à torcida maringaense, considerada a melhor da Superliga de Vôlei Masculino nos últimos quatro anos. Por melhor, entende-se uma torcida animada, vibrante e que lota o ginásio Chico Neto a cada partida. Já tivemos jogadores com proposta para jogar em outras equipes, mas preferiram vir para Maringá por causa da torcida, revela Paulão.
Torcida à parte, a equipe do vôlei masculino de Maringá também conseguiu destaque na mídia com a revelação de jogadores como Xanxa que foi considerado o melhor atacante do campeonato antes das oitavas de finais. Pampa e Paulão usaram a experiência de campeões olímpicos para segurar os pontos das partidas e levantar o ânimo dos jogadores nos momentos mais difíceis. A equipe se apresentou meio desentrosada no início da última Superliga, mas para Paulão, parte do desentendimento entre os jogadores se deu pela falta de treino antes do campeonato. Para este ano, os planos são outros. Queremos começar a treinar pelo menos três meses antes, por isso precisamos definir a questão dos recursos, diz.





