Rio - O presidente da CBF, José Maria Marin, participou ontem da cerimônia de abertura da Soccerex, feira de negócios do futebol que acontece no Rio, e falou pela primeira vez da troca de comando na seleção brasileira. Ele explicou que vai contratar um novo técnico com o perfil vencedor e garantiu que o escolhido será anunciado apenas em janeiro.
"O novo técnico da seleção tem que ter um perfil vencedor e que possa conduzir o Brasil ao sonho do título mundial em 2014", afirmou Marin, durante uma breve entrevista no momento em que deixava a feira instalada no Forte de Copacabana, quando deu suas primeiras declarações públicas desde que demitiu o treinador Mano Menezes na última sexta-feira.
Reforçando o comunicado divulgado pela CBF na sexta-feira, Marin avisou nesta segunda que o anúncio do novo treinador será feito nos primeiros dias de janeiro. Até lá, o dirigente prometeu realizar uma "grande avaliação" para fazer a melhor escolha. Ele aproveitou a ocasião para revelar que ainda não conversou com ninguém sobre o cargo que está aberto.
Marin também praticamente descartou a ideia de contratar um técnico estrangeiro - o espanhol Pep Guardiola vem sendo um dos nomes especulados. "Dificilmente, dificilmente", respondeu o dirigente quando perguntado sobre a possibilidade. "Respeito muito o Guardiola, mas todos os cinco títulos nossos foram conquistados com técnicos do Brasil."
Marin não quis falar sobre Mano Menezes, que ficou pouco mais de dois anos no comando da seleção. Quando perguntado porque chegou a dizer meses atrás que o treinador não seria demitido e acabou mudando de ideia, o dirigente desconversou. "O passado é o passado, agora temos que analisar o presente e o futuro", avisou.
Felipão
Apesar do presidente da CBF tentar fazer mistério, o novo técnico da seleção brasileira tem tudo para ser Luiz Felipe Scolari, que conduziu a equipe ao pentacampeonato mundial em 2002.
Ontem, na chegada à CBF, o diretor de seleções da entidade, Andrés Sanchez, disse que 'ouviu dizer' que o novo técnico será o ex-comandante do Palmeiras.
Andrés estaria insatisfeito com Marin justamente por não participar das decisões que seu cargo de diretor de seleções exige. Ele foi voto vencido na derrubada de Mano Menezes.
Sanchez avisou ontem que vai deixar o cargo de diretor de seleções da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Ao anunciar a sua saída do cargo de diretor de seleções, ele também indicou que está disposto a concorrer à presidência da CBF em 2014, quando acaba o mandato de Marin. "Saindo (do posto que ocupa atualmente), eu vou tentar renovação total (na entidade)", avisou o dirigente.

Imagem ilustrativa da imagem Marin quer técnico 'vencedor' na seleção
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