Zurique, Suíça - O presidente da CBF, José Maria Marin, afirmou que aceitou perder a Copa América-2015 para o Chile como forma de ''blindar a seleção''.
Em Zurique, o dirigente que substituiu Ricardo Teixeira na entidade que dirige o futebol brasileiro confirmou a transferência de sede na próxima edição do torneio que envolve as seleções do continente.
''Se a gente ganha a Copa, iria ser só um ano de festa. Se a gente perde, a seleção iria ser apedrejada (durante a Copa América)'', afirmou Marin, se referindo ao Mundial-2014 no país.
O cartola confirmou ainda que a negociação foi feita em partes e que chegou a receber os dirigentes chilenos em sua casa, em São Paulo.
A troca, porém, também foi uma forma encontrada por Marin para conseguir manter um brasileiro no Comitê Executivo da Fifa. No último dia 22, a Conmebol indicou Marco Polo Del Nero para o Comitê Executivo da Fifa, em substituição a Ricardo Teixeira.
O Comitê, formado por 23 pessoas (há ainda um assento vago), é quem toma as principais decisões da entidade que comanda o futebol mundial.
Teixeira renunciou à presidência da CBF e do COL (Comitê Organizador Local da Copa de 2014) no dia 5 de março, e aos cargos que ocupava na Conmebol e na Fifa, no dia 12 de março.
Del Nero, 71, é presidente da Federação Paulista de Futebol (FPF) e também integrante do Comitê Executivo da Conmebol. Sua influência sobre Marin, 79, é notória, o que irrita e deixa enciumados presidentes de outras federações estaduais.
Rodízio
Pelo rodízio criado em 1987 pela Conmebol, o Brasil deveria organizar a edição de 2015, e o Chile, a de 2019. A última vez que o Chile sediou a competição foi em 1991 - a Argentina foi a campeã.

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