Marilson espera ganhar medalha em Berlim
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quinta-feira, 09 de julho de 2009
Agência Estado 
São Paulo - Marilson Gomes dos Santos é o principal fundista do atletismo brasileiro. Ganhou duas vezes a Maratona de Nova York (2006 e 2008), feito inédito para um sul-americano. Mas ele sabe que ainda precisa conquistar coisas importantes. Como, por exemplo, uma medalha em um Mundial. E ele pretende preencher essa lacuna em seu currículo no mês que vem, em Berlim.
Em 2005, quando disputou seu primeiro e único Mundial, em Helsinque, na Finlândia, Marilson terminou a maratona na décima colocação. Há quatro anos, ainda não podia dizer que era um atleta experiente. Mesmo assim, o tempo de 2h13min40 registrado em Helsinque foi o sinal de que poderia ir além.
No ano passado, após um intenso trabalho com o técnico Adauto Domingues, com quem trabalha há mais de 15 anos, Marilson completou a distância da maratona (42.195 metros) em 2h08min23. Resultado da aplicação. No Mundial de Berlim, ele acha que pode melhorar ainda mais e se firmar entre os bambas do atletismo.
Quando competi no Mundial, eu tinha muito pouco tempo de maratona porque eu vinha correndo provas mais curtas, explicou o atleta de 31 anos. De lá para cá, eu aprendi muito.
A experiência é a virtude que pode colocar Marilson em uma boa posição no Mundial. E por que não uma medalha? Minhas expectativas são duas para Berlim. Quero melhorar minha marca pessoal e chegar em uma boa colocação, né? Se essa busca pela marca me colocar na luta por medalha, será melhor ainda.
Apesar de confiar muito em um bom resultado, Marilson sabe que não terá facilidades. A turma dos atletas africanos está ainda mais forte do que antes. Seis das dez melhores marcas da história da maratona foram obtidas em 2009 (quatro dessas marcas foram alcançadas por quenianos, uma por um etíope e outra por um marroquino). Esse Mundial será um dos mais difíceis porque a gente tem visto grandes marcas em 2009, finalizou.


