São Pau­lo - Ma­ril­son Go­mes dos San­tos é o prin­ci­pal fun­dis­ta do atle­tis­mo bra­si­lei­ro. Ga­nhou ­duas ve­zes a Ma­ra­to­na de No­va ­York (2006 e 2008), fei­to iné­di­to pa­ra um sul-ame­ri­ca­no. Mas ele sa­be que ain­da pre­ci­sa con­quis­tar coi­sas im­por­tan­tes. Co­mo, por exem­plo, uma me­da­lha em um Mun­dial. E ele pre­ten­de preen­cher es­sa la­cu­na em seu cur­rí­cu­lo no mês que vem, em Ber­lim.
  Em 2005, quan­do dis­pu­tou seu pri­mei­ro e úni­co Mun­dial, em Hel­sin­que, na Fin­lân­dia, Ma­ril­son ter­mi­nou a ma­ra­to­na na dé­ci­ma co­lo­ca­ção. Há qua­tro ­anos, ain­da não po­dia di­zer que era um atle­ta ex­pe­rien­te. Mes­mo as­sim, o tem­po de 2h13min40 re­gis­tra­do em Hel­sin­que foi o si­nal de que po­de­ria ir ­além.
  No ano pas­sa­do, ­após um in­ten­so tra­ba­lho com o téc­ni­co Adau­to Do­min­gues, com ­quem tra­ba­lha há ­mais de 15 ­anos, Ma­ril­son com­ple­tou a dis­tân­cia da ma­ra­to­na (42.195 me­tros) em 2h08min23. Re­sul­ta­do da apli­ca­ção. No Mun­dial de Ber­lim, ele ­acha que po­de me­lho­rar ain­da ­mais e se fir­mar en­tre os bam­bas do atle­tis­mo.
  ‘‘Quan­do com­pe­ti no Mun­dial, eu ti­nha mui­to pou­co tem­po de ma­ra­to­na por­que eu vi­nha cor­ren­do pro­vas ­mais ­curtas’’, ex­pli­cou o atle­ta de 31 ­anos. ‘‘De lá pa­ra cá, eu apren­di ­muito’’.
  A ex­pe­riên­cia é a vir­tu­de que po­de co­lo­car Ma­ril­son em uma boa po­si­ção no Mun­dial. E por que não uma me­da­lha? ‘‘Mi­nhas ex­pec­ta­ti­vas são ­duas pa­ra Ber­lim. Que­ro me­lho­rar mi­nha mar­ca pes­soal e che­gar em uma boa co­lo­ca­ção, né? Se es­sa bus­ca pe­la mar­ca me co­lo­car na lu­ta por me­da­lha, se­rá me­lhor ­ainda’’.
  Ape­sar de con­fiar mui­to em um bom re­sul­ta­do, Ma­ril­son sa­be que não te­rá fa­ci­li­da­des. A tur­ma dos atle­tas afri­ca­nos es­tá ain­da ­mais for­te do que an­tes. ­Seis das dez me­lho­res mar­cas da his­tó­ria da ma­ra­to­na fo­ram ob­ti­das em 2009 (qua­tro des­sas mar­cas fo­ram al­can­ça­das por que­nia­nos, uma por um etío­pe e ou­tra por um mar­ro­qui­no). ‘‘Es­se Mun­dial se­rá um dos ­mais di­fí­ceis por­que a gen­te tem vis­to gran­des mar­cas em 2009’’, fi­na­li­zou.

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