Marília também contará com torcedor especial
Muito se tem falado do Corinthians, mas o mandante do jogo de hoje é o Marília, que está em situação complicada na Série B. Entre os torcedores que estarão empurrando o MAC em Londrina, está o médico aposentado Alekcey Kireeff, 71 anos, que acompanha o time desde a década de 60, quando morava em Marília. Ele foi criado na cidade do interior paulista e lá permaneceu até 1968, quando se mudou para Londrina.
O MAC está com um time limitado este ano perto do que acompanhei no ano passado e vai ser difícil ganhar (hoje), observou afirmou Alekcey, que é pai do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Alexandre Kireeff. A dificuldade será ainda maior porque, segundo ele, o Corinthians vai jogar como se estivesse em casa. Aqui ou lá em Marília, que é reduto de corintianos, seria a mesma coisa no estádio. Mas tenho esperança de o MAC fazer um bom jogo, acrescentou.
Vestindo uma camiseta azul escura do MAC da década de 90, Alekcey contou que o Marília sempre teve suas fases de altos e baixos. Nas décadas de 60 a 80 o time às vezes subia para Primeira Divisão do Paulista, mas depois caía. E agora na Série B tem sido a mesma coisa. Alguns anos, como em 2003 (quando chegou entre os quatro finalistas) consegue fazer campanhas excelentes, mas depois cai quando não consegue montar um bom time.
Nos últimos anos, Kireeff tem acompanhado os jogos do time pela tevê, mas no passado a situação era completamente outra. Acompanhava o clube em jogos dentro e fora de casa, pelo Paulista. Na década de 60 trabalhou como médico voluntário do clube e viu o MAC jogar contra vários grandes, como Santos, Palmeiras, Corinthians, São Paulo, Guarani e Portuguesa. Do time de 62, o melhor que viu jogar, Kireeff lembra quase toda a escalação: Zeferino (que depois jogou no Londrina); Orestes, Jurandir, Fausto e Teixeira; Valtinho; Amauri, César e Mário. Só não lembro do meia e do ponta-de-lança, diz. (J.K.)





