Marília se diz prejudicado
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quinta-feira, 10 de abril de 2003
Agência Estado 
Marília - O apoio do Palmeiras ao sistema de turno único para a Série B do Campeonato Brasileiro foi recebido com desconfiança pelos dirigentes do Marília. O clube do interior de São Paulo, que fez investimentos prevendo 46 jogos ao longo do ano, acha que foi ''seriamente prejudicado'' pela decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e da Futebol Brasil Associados (FBA), que abandonaram o sistema de turno e returno, com pontos corridos, adotado na Série A. O presidente Beto Mayo acha que ''a mudança não está cheirando bem''.
Mayo garante que investiu o suficiente para montar um elenco forte e que esteja em condições de suportar a temporada num nível alto. Segundo ele, o sistema de dois turnos premiaria o time de maior regularidade, o que, no seu entender, não acontecerá agora. ''Se passarmos à segunda fase, num simples jogo poderemos colocar toda a campanha por água abaixo. Não é justo'', lamentou. Vice-campeão brasileiro da Série C de 2002, o Marília contratou 12 reforços e planeja gastar perto de R$ 3 milhões até dezembro.
Os outros três clubes do interior União São João, Paulista de Jundiaí e Mogi Mirim não se mostraram contra o sistema de turno único. A competição prevê a classificação dos oito primeiros colocados, ao final do turno. Os clubes serão então divididos em dois grupos de quatro. Chegam às semifinais os dois primeiros colocados de cada grupo.
A nova tabela deverá ser divulgada na terça-feira. As entidades estão na expectativa de que o Ministério dos Esportes consiga recursos junto a empresas estatais para ajudar na organização e também para cobrir parte das despesas dos clubes.


