O sucesso de público na partida entre Marília e Corinthians, disputada sábado, no Estádio do Café, pode ser o início de uma relação mais íntima entre o time alviceleste paulista e a cidade do Norte do Paraná. O MAC pode fazer visitas mais frequentes a partir de 2009.
Com um largo sorriso no rosto, antes mesmo de o jogo começar, o simpático presidente Beto Mayo, confirmava à Folha que vai tentar convencer a Federação Paulista de Futebol (FPF) a autorizar que o Marília mande alguns jogos do Paulistão no Estádio do Café.
''O resultado foi muito positivo e podemos trazer jogos com outros times, para cá no Paulista. Quando acontecer de perdermos um mando de campo, também vamos vir para cá'', afirmou Mayo.
O cartola tem razões de sobra para comemorar. Foram mais de 28 mil torcedores pagantes no Café, quase três vezes mais do que os 11 mil que foram às outras 14 partidas que o clube fez como mandante. A renda bruta quase atingiu a casa dos R$ 800 mil.
Também, não era para menos. Londrina não via o Corinthians há 11 anos. Alías, não via um time grande de fora do estado desde 2004, quando o Grêmio fez 2 a 0 no Tubarão pela Copa do Brasil. Com o Londrina a cada ano pior, o jeito é convencer outros times a mandar seus jogos no Café.
Corintianos de todos os cantos vieram a Londrina. Placas de São Paulo, Mato Grosso do Sul e muitas cidades paranaenses. A festa preta e branca só não foi completa porque dentro de campo, o time não correspondeu. Não fosse o goleiro Felipe, o Marília iria jogar água no chope corintiano.
A Fundação de Esporte de Londrina (FEL) colocou estagiárias de educação física para trabalharem de gandulas. Elas aproveitaram para tietar não só os corintianos, mas também os jogadores do Marília. Eram pedidos de autógrafos, de camisas, de foto. ''Tietei um pouquinho. Queria uma camiseta, mas não consegui'', disse a estudante Karine Poliana Freitas, de 24 anos. ''Eu quase não peguei a bola, porque fiquei vendo a torcida'', emendou Mayara Novaes, 20 anos.
A festa, aliás, foi uma das desculpas utilizadas pelo líder da Série B para justificar o empate com o vice-lanterna. ''A festa antes da hora nunca é boa e dificilmente combina com o jogo. Estamos em um momento especial, o torcedor demonstra muito carinho, mas temos de saber conviver com isso'', alertou o técnico Mano Menezes após a partida.
Os festejos só não foram maiores por dois motivos. Primeiro, porque corintianos mais exaltados agrediram torcedores do Marília que comemoraram o gol de empate do time nas cadeiras cativas. Segundo, porque a organização do evento desrespeitou a proibição de venda de bebidas alcóolicas no estádio e pode complicar a vida do MAC.

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