Mari curte melhor momento da carreira
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segunda-feira, 21 de julho de 2008
Fábio Galão<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Ela é paulista, mas será mais uma atleta a dar um toque pé-vermelho aos Jogos Olímpicos de Pequim. A ponta Marianne Steinbrecher, 24 anos, a popular Mari, cresceu em Rolândia (25 km a oeste de Londrina) e hoje vive talvez o melhor momento da carreira. Há poucos dias, ajudou a seleção brasileira feminina de vôlei a conquistar o heptacampeonato do Grand Prix. De quebra, ainda foi eleita a melhor jogadora do campeonato.
Conhecida pelo talento e pela timidez, a ponta prefere enfatizar o esforço coletivo na busca pelo título. ''Acho que (a eleição como melhor jogadora do Grand Prix) não muda muita coisa para mim. Esse título foi a consequência de um trabalho bem feito pela comissão técnica e por todas as jogadoras, e assim terá continuidade em Pequim'', diz Mari.
Nas finais do Grand Prix, disputadas em Yokohama, no Japão, entre 9 e 13 de julho, as brasileiras venceram os Estados Unidos (3 a 0), Itália (3 a 0), China (3 a 1), Cuba (3 a 0) e Japão (3 a 0). O desempenho arrasador na reta final tornou o Brasil o time a ser batido em Pequim.
''Acho que todos os adversários serão difíceis, pois ninguém vai deixar barato para o Brasil, mas acho que China, Cuba, Rússia, Itália e Estados Unidos são os favoritos'', comenta Mari. A medalha de ouro apagaria a decepção dos Jogos de Atenas, quando a seleção feminina não conseguiu pódio. Para Mari, a Olimpíada de 2004 é uma lembrança amarga, pois ela foi apontada como uma das principais responsáveis pela derrota na semifinal para a Rússia.
''Não lembro muito de críticas, prefiro guardar os elogios, o que passou lá não tem nada a ver com o que está para vir. Nada vai nos atrapalhar nessa Olimpíada, nessa época procuramos estar longe de notícias e especulações'', explica a ponta.
Após a Olimpíada, Mari terá 15 dias de folga. Quem sabe nesse período, com uma medalha olímpica na bagagem, ela visite a terra vermelha. ''Eu nasci em São Paulo e fui com quatro anos para Rolândia. Tenho toda minha família lá, e vou muito pouco por falta de tempo, mas é um lugar que eu gosto muito. Saí de lá com 15 anos e foi onde comecei minha carreira''.


