Maré vermelha toma ruas de Madri
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 12 de julho de 2010
Agência Estado 
Madri - Depois de 30 dias de concentração, jogos, tensão e disputa, a seleção espanhola desembarcou ontem em Madri para encarar uma maratona bem mais prazerosa: dividir a glória pelo título inédito com os 47 milhões de torcedores que seguiram de longe a campanha da ''Fúria'' na África do Sul. As ruas da capital espanhola foram tingidas desde cedo por uma maré de camisas vermelhas e bandeiras da Espanha, anunciando a festa que teria início às 14h38 (9h38, horário de Brasília), quando a seleção espanhola desembarcou no aeroporto internacional de Barajas, em Madri, trazendo a taça.
Mas antes de cair nos braços do povo, a ''Fúria'' fez duas escalas cerimoniais. A primeira, no Palácio de Oriente, residência oficial do rei Juan Carlos, onde os jogadores foram recebidos pela família real. Em seguida, o grupo seguiu para La Moncloa, sede do governo, onde mostrou o troféu da Copa ao primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero.
''Vocês conseguiram unir todos os espanhóis e tornar realidade nossos maiores sonhos'', disse o rei. ''Projetaram o nome da Espanha em todo o mundo e são um exemplo de esforço e superação para as novas gerações'', concluiu Juan Carlos numa cerimônia onde as estrelas de verdade foram as meninas Leonor e Sofia, de 3 e de 4 anos, filhas do príncipe Filipe e da princesa Leticia. Elas pegaram a taça das mãos dos jogadores e fizeram pose para os fotógrafos.
Estrela no peito
O premiê Zapatero deixou de lado por um momento a complexa negociação para libertar um grupo de 52 prisioneiros políticos cubanos, que devem chegar nesta terça à Espanha, para saudar os jogadores. ''Vocês venceram por terem sido os melhores, por jogar em equipe, por jogar limpo e manter essa bela atitude dentro e fora de campo'', disse Zapatero, que recebeu de presente uma camisa da seleção com a estrela de campeão mundial, autografada por todos os jogadores.
O desfile em carro aberto pelas ruas da capital espanhola teve início às 20 horas (15 horas, de Brasília) e incendiou os fãs da ''Fúria''. Os jogadores percorreram as ruas de Madri agitando bandeiras de suas regiões de origem e erguendo a taça. O técnico Vicente del Bosque cumpriu a promessa feita antes do Mundial e levou consigo o filho Álvaro, que tem Síndrome de Down.


