Saitama - A cena lembrou o fatídico dia em que o volante Emerson acabou sendo cortado da seleção brasileira: treino de reconhecimento do estádio, o goleiro salta, cai e se contorce em dores. Aconteceu ontem no estádio de Saitama, o jogador, dessa vez, era Marcos, goleiro titular do time de Luiz Felipe Scolari. Ele tomou uma pancada na coxa direita e teve que abandonar o treinamento amparado pelos médicos.
O jogador do Palmeiras, no entanto, não deverá ter o mesmo final trágico de Emerson, que em 2 de junho último treinava improvisado no gol da seleção brasileira e foi cortado após uma lesão em seu ombro direito.
Segundo José Luiz Runco, médico do time brasileiro, o goleiro deverá enfrentar a Turquia. Marcos é ainda mais otimista. ‘‘Não foi nada. Vou treinar amanhã (hoje), vocês vão ver.’’ O lance que contundiu Marcos ocorreu em uma cobrança de escanteio no coletivo de ontem.
Após sair desajeitadamente, o jogador tomou uma ‘‘paulistinha’’ do lateral-direito Belletti. ‘‘Doeu muito. Na hora você não sabe o que pode acontecer’’, contou o goleiro da seleção.
Imediatamente os médicos da delegação brasileira colocaram gelo no local da contusão. ‘‘Ainda temos que esperar para ver como será a reação dele em relação à contusão. Mas não é nada muito grave’’, afirmou José Luiz Runco.
Arbitragem – Os jogadores da seleção brasileira evitaram fazer criticas à arbitragem da Copa-2002, tema de diversas polêmicas. ‘‘Os juízes são humanos e podem errar. Está claro que eles não são o mais importante do jogo’’, disse Ronaldo.
Roberto Carlos lamentou a eliminação da Espanha, que teve dois gols legítimos anulados no jogo contra a Coréia do Sul, mas também evitou críticas. ‘‘Não gosto de falar sobre arbitragem’’, afirmou o jogador, para quem a Espanha poderia ter sido adversária brasileira na final. ‘‘Eles (juízes) também têm seus dias ruins e podem interpretar mal alguns lances’’, ressaltou Denílson.

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