São Paulo - A definição da partida contra o Sport, sábado, em Garanhuns, às 20h40 locais (21h40 de Brasília), dividiu opiniões entre os jogadores do Palmeiras e gerou até algumas reações passionais, como a do goleiro Marcos. ''Afinal, quem é que foi punido? O Sport ou o Palmeiras? Quem disse que jogar às 21h40 em um gramado que é um pasto com iluminação de vaga-lume no gol é bom?'', perguntou o jogador, indignado por achar que o Palmeiras foi o principal prejudicado com a decisão do Departamento Técnico da CBF.
Para o volante Adãozinho, nem Palmeiras, nem Sport foram beneficiados pela medida. ''Não tem vantagem para ninguém jogar lá. Foi só para tumultuar e ganhar a vaga no grito'', afirmou o jogador, que, garante, não teme as condições do gramado do estádio Gigante do Agreste. ''Para mim tanto faz. Já joguei na Suíça com 13 graus abaixo de zero e no São Caetano, no começo, quando nem campo a gente tinha.''
O também volante Correia, que disputa lugar com Adãozinho para a vaga deixada por Marcinho, suspenso, foi outro a pensar na questão da iluminação. ''Sinceramente, fiquei procurando as torres nas fotos dos jornais'', disse o jogador, que, no entanto, viu algumas vantagens de jogar às 20h40 locais. ''Acho que, neste caso, prevaleceu o bom senso. Jogar às 11 horas da manhã seria muito ruim.'' Sobre o gramado, o volante acha que a decisão de jogar em Garanhuns foi ruim para os dois lados, porque Sport e Palmeiras têm como forte a velocidade e a técnica.
O atacante Vágner Love disse que as imagens que viu do Gigante do Agreste lembram os ''terrões'' da época de escola e acredita que as condições do ruins do gramado devem exigir mais dos jogadores. ''Vai fazer a gente pensar rápido. Vamos ter de raciocinar mais em campo.''

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