Marcos Gouvea
Marcos Gouvea
Histórias da Segundona
Cada vez mais me convenço que investir na Série B (ou Segundona) do Campeonato Nacional é a grande sacada atual do futebol brasileiro. Isso vale para os clubes, torcedores, patrocinadores e imprensa.
O campeonato dá audiência, retorno publicitário, bom futebol, público, enfim, tudo que se espera de uma boa competição. Do jeito que as coisas estão caminhando, a Série B acaba superior à Série A esvaziada de público, de craques, de prestígio, de moral, de ética...
A Rede Bandeirantes de TV saiu na frente cobrindo a B e, se ampliar no próximo ano, vai se dar bem. As outras emissoras devem seguir o mesmo caminho, disputando uma fatia.
As fórmulas dos campeonatos no Brasil sempre foram instáveis, daí o desprestígio das divisões intermediárias. Se a falta de calendário, regras e fórmulas confiáveis sempre foi um pesadelo para os grandes clubes, imaginem para aqueles que deveriam disputar da Segunda para baixo? Por várias circunstâncias, o momento é ideal para renovar o futebol brasileiro. Não se pode pensar apenas no Clube dos 13 (ou 16). O Clube dos 11 e os demais também devem ser levados em conta. Com a Lei Pelé e outros projetos no Congresso, a hora é de reformulação do futebol profissional. O caminho é pressionar o parlamentar da sua região.
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Um levantamento da revista Placar mostra os grandes clubes que já disputaram a Segunda Divisão. O mesmo levantamento mostra quão é enrolada é a história do campeonato brasileiro:
Palmeiras: Como os estaduais eram classificatórios para o Brasileiro, e o Verdão foi mal no Paulistão, acabou disputando a Segundona em 1981 e 1982.
Corinthians: O Timão estava na Segundona (Taça de Prata) em 1982 mas o regulamento permitiu que entrasse na fase final da Primeirona (Taça de Ouro).
Grêmio: O tricolor gaúcho caiu em 1991 e voltou em 1993 por obra da CBF, que aumentou o número de participantes no campeonato.
Bahia: Classificavam-se para o Brasileiro de 1981, o campeão e o vice baiano. O Bahia foi terceiro.
Vasco: O time de São Januário foi mal no carioca de 83 e acabou na Taça de Prata. Só disputou a Primeira por convite.
Santos: Décimo-colocado no Paulistão de 82, o Santou só jogou a Taça de Ouro de 83 por convite.
Fluminense: Caiu no ano passado e só voltou no tapetão.
Atlético (PR): O rubro-negro paranaense caiu em 93 e retornou no ano passado vencendo no campo.
Coritiba: Em 89, o time foi rebaixado no Tapetão. Voltou e caiu de novo em 93. Só retornou em 96, vencendo no campo.
Com exceção dos times paranaenses, os demais foram beneficiados por chicanas. Igualzinho ao São Paulo. O tricolor caiu no Paulistão em 91, mas ganhou na maracutaia: disputou a Segundona com direito de ir para a final da Série A e acabou campeão. Um rolo só!





