Marcos Gouvea


Grande início do Londrina
O Londrina não poderia ter obtido resultado melhor na sua estréia no Brasileiro B, sábado passado, contra o Mogi Mirim. Lá estão os três pontos contabilizados. Dirão que foi no sufoco, que o time não jogou bem, que teve sorte, etc. Mas se for sempre assim, jogando mal mas vencendo, que seja. Mas não será. O time alviceleste tem muito que evoluir e Sérgio Ramirez com certeza já diagnosticou as falhas, que só apareceriam mesmo no calor de uma disputa nervosa e capital como foi o jogo de estréia.
A mesma sorte que o Londrina, que saiu com três pontos, não teve o XV de Piracicaba, que terá que correr muito atrás dos três pontos perdidos para o Joinville em casa na segunda-feira. O XV tomou um gol e foi derrotado pelo nervosismo, um pecado que o Londrina não pode incorrer nesta competição. No início do jogo sábado no Café, parecia que a vaca ia pro brejo, tal o nervosismo do Tubarão, principalmente no miolo da zaga e na lateral-esquerda. Ainda bem que Pinga, Roberto Fonseca e principalmente Leandro dominaram os nervos e se firmaram. Até que isso acontecesse o goleiro Julio Cesar garantiu lá atrás.
O maior erro do Londrina durante jogo foram os chutões para a frente, expediente inútil, pois o time do Mogi, bem postado, dominava tudo e voltava à carga. Falta no meio-campo londrinense quem segure a bola, um toque melhor, para que as opções no ataque se coloquem. A bola volta muito rapidamente. Não há defesa que aguente tanta pressão.
No ataque, Adão e Marcão têm características iguais. Fortes, lutadores, com grande capacidade de conclusão, mas lentos. Não podem jogar juntos. Tem que ser um deles, pelo que se viu Adão, fazendo dupla com um parceiro mais leve e mais habilidoso. Me parece que Marcelo Araxá é o nome.
Penso que o meio-campo vai exigir mais da capacidade do treinador. Somente Matosas e Luiz Carlos Oliveira aprovaram. Edilson é um lutador, é útil, mas precisa de maior criatividade, da mesma forma Luis Fernando. O quadrado ali no meio precisa reter a bola e criar mais.
No geral, o miolo da zaga foi bem depois de um começo titubeante. Os laterais foram razoáveis, mas precisam apoiar com mais qualidade. Me lembro de apenas uma boa jogada de Leandro na linha de fundo. Com dois atacantes como Adão e Marcão, bolas do fundo e bem centradas eram fundamentais. Não aconteceu.
Enfim, estão lá os três pontos. Contra o Joinville, quarta-feira que vem, lá, será outra decisão, principalmente após a vitória do time catarinense em Piracicaba na segunda. O Joinville não pode desgarrar com seis pontos. O empate será bom resultado, mas pelo que vi na segunda, o Londrina tem plenas condições de vencer o representante de Santa Catarina.
O que não pode é deixar para decidir classificação na última rodada, lá em Mogi.

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