Marcos diz que Aidar foi infeliz e defende Kardec
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quarta-feira, 30 de abril de 2014
Folhapress 
São Paulo - O ex-goleiro Marcos afirmou que o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, foi infeliz nas suas declarações sobre o Palmeiras.
No entanto, para evitar violência entre os torcedores, o ex-camisa 12 do clube alviverde pediu para a imprensa não alimentar as discussões entre dirigentes.
"Também fiquei com a cabeça quente na hora. Foi uma declaração infeliz, mas não vamos alimentar essa briga na imprensa porque cria ódio entre as torcidas, e morre torcedor", disse ontem Marcos, após evento de um patrocinador.
"Os presidentes vão chegar aqui (no estádio) cheios de segurança e quem vai se matar é a torcida na rua. Então deixa passar (a discussão)", acrescentou.
Terça-feira, Aidar respondeu uma acusação do presidente palmeirense Paulo Nobre, que o chamou de ser antiético e sorrateiro ao negociar a ida do atacante Alan Kardec para o Morumbi, enquanto o jogador ainda tinha contrato com a equipe alviverde.
O presidente são-paulino afirmou que a a acusação de Nobre foi "uma manifestação patética" e "juvenil" e que o rival se "apequenou". Também declarou que o "choro é livre" ao falar do desabafo do rival.
"Foi uma negociação que não deu certo. A gente fica triste porque ele é um grande jogador. Ele é profissional e não podemos tachá-lo de mercenário. Grandes jogadores trocam de clube. Convivi com ele durante alguns dias, é um cara gente boa, bom de grupo, quietinho. Mas não vou desejar boa sorte (no São Paulo), seria hipocrisia minha", afirmou Marcos.
"O São Paulo não cometeu nenhum erro. Agiu dentro do profissionalismo do futebol", avaliou o campeão mundial com a seleção brasileira em 2002.
Ele não culpou Paulo Nobre pelo fracasso da tentativa de manter o atacante no clube. "O Paulo (Nobre) não está fazendo loucura. Ofereceu o que o Palmeiras podia pagar. Não adianta oferecer uma fortuna e não poder pagar. O clube quase quebrou por causa de dívidas antes", completou.
Ainda amenizando o clima de rivalidade entre os times grandes da capital, Marcos mostrou cordialidade em relação a visitas aos estádios que Palmeiras e Corinthians se preparam para inaugurar neste ano.
"Para mim seria um prazer conhecer a Arena Corinthians, como será um prazer receber o Corinthians no Allianz Parque", disse.


