Goleado em sua estréia, o Palmeiras enfrenta hoje o Botafogo-RJ, às 20h30, no Parque Antártica, pela segunda rodada da Copa João Havelange, após a definição ontem de que terá mais uma baixa importante entre as tantas que já teve recentemente. O goleiro Marcos (foto), que vinha sendo convocado pelo técnico da Seleção Brasileira, Wanderley Luxemburgo, deverá ser operado hoje no punho esquerdo e ficar quatro meses sem atuar. O jogador está com os ligamentos do punho rompidos.
Segundo o médico do clube, Marcelo Saragiotto, Marcos vinha sentindo dores e, a partir do final do primeiro semestre, passou a reclamar com mais frequência do que costumava fazer. Por causa disso, de acordo com o médico, acabou sendo definida a operação.
Segundo ele, a operação, que acontecerá no hospital Santa Catarina, será realizada, no máximo, até amanhã. Na cirurgia, será feita uma união entreos ossos do punho que servirá para substituir os ligamentos rompidos.
Por causa da dor que a lesão provoca, Saragiotto afirmou que os movimentos da mão acabam sendo prejudicados. ‘‘O Marcos está consciente da necessidade da cirurgia’’, disse.
Para Sérgio, a condição de titular que assume com a contusão do colega veio em um momento em que vem treinando para isso. ‘‘Espero que o Marcos se recupere o quanto antes’’, completou.
O afastamento do goleiro pelos próximos quatro meses é mais uma estrela que o Palmeiras perde para as competições do segundo semestre.
A equipe já havia perdido o zagueiro Roque Júnior, o lateral-esquerdo Júnior, o volante César Sampaio e o meia Alex, todos negociados com outros clubes.
Também não vem contando há algum tempo com o zagueiro Argel, que está afastado por causa de uma contusão. Ainda estão fora do time os volantes Galeano e Rogério e o atacante Euller, que continuam sem renovar seus contratos.
Apesar de todos esses desfalques, o Palmeiras conseguiu conquistar recentemente o título da Copa dos Campeões e assegurar vaga para a disputa da Taça Libertadores-2001.
Laboratório – Com uma equipe formada por jogadores promovidos das divisões de base e por desconhecidos que foram contratados, Marco Aurélio admite que a Copa João Havelange será um laboratório para o torneio continental. ‘‘Vou ver quem é quem, mas sempre querendo não perder, porque ninguém gosta.’’

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