São Paulo - O pentacampeão Marcos nunca foi de economizar nas palavras. Quando o Palmeiras joga mal, ele é o primeiro a criticar. O goleiro não costuma se esconder. Mais uma vez, ele é um dos poucos a se pronunciar contra os repetitivos casos de violência que afetam o futebol brasileiro.
Apesar de não se mostrar contrário em dialogar com os torcedores, o camisa 12 do Palmeiras repudiou os últimos acontecimentos e lamentou ter sido obrigado a sair sob escolta policial após a partida contra o Botafogo, realizada domingo.
''Eu não quero ser tratado como bandido, mas é isso o que está acontecendo. Já estou há muitos anos no Palmeiras, mas neste domingo vivi uma situação constrangedora. Saímos escondidos tanto no Aeroporto do Rio de Janeiro quanto em São Paulo por receio que acontecesse alguma coisa. Acho que independente de qualquer coisa, nada justifica a agressão física. Somos pais de família, temos caráter acima de tudo. Não perdemos porque queremos. E também não ganhamos o que ganhamos porque queremos. A torcida do Palmeiras apoiou o time durante toda a temporada, mas partir para agressão física é demais para qualquer profissional'', disse, destacando a agressão que o atacante Vagner Love sofreu na última semana.
''Aconteceu da gente ter se reunido com torcedores este ano e não acho errado isso, desde que seja de forma saudável. O torcedor sofre para ver o time e merece algum tipo de satisfação. Mas sob nenhuma hipótese posso concordar com agressão. Acho que cobrar, exigir e até xingar é válido, mas não sou bandido para viver escondido'', completou o goleiro, que aproveitou para criticar também alguns companheiros.
''O Palmeiras tem muito jogador vaidoso, que só pensa no individual e deixa o coletivo de lado. Eu não via ninguém correndo pelos outros. Era impossível ser campeão assim'', finalizou.

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