São Paulo, 10 (AE) - Marcos foi um dos jogadores do Palmeiras mais satisfeitos com a vitória sobre o Racing por 4 a 2, quinta-feira, em Buenos Aires, pela Mercosul. Além da classificação para a próxima fase, o goleiro comemorou sua volta ao time. Depois do desentimento que teve com o técnico Luiz Felipe Scolari, que resultou no corte da delegação do Alviverde, na véspera da partida contra a Ponte, Marcos corria o risco de perder a posição para Sérgio, assim que voltasse da seleção, após os dois amistosos do Brasil contra a Argentina. Ele disse, na época, que iria para Campinas como "torcedor", por causa de uma contusão no tornozelo.
Mas o goleiro foi surpreendido pela decisão do treinador
que anunciou sua escalação pouco antes do jogo contra o Racing. "Só tive a confirmação na hora da preleção do técnico com e quipe." Com a recuperação da posição confirmada, Marcos quer concentrar-se agora no clássico contra o Corinthians, domingo, no Morumbi. Será seu primeiro duelo com Dida, de quem é reserva na seleção. O goleiro do Palmeiras não pensa em disputar com o adversário o primeiro lugar entre os principais jogadores da competição.
"Quero fazer uma grande atuação para ajudar meu time a ganhar o clássico", disse Marcos, que torce para que não se repita domingo o incidente que ocorreu no último jogo da decisção do Paulista. Marcos foi um jogadores que se envolveram na confusão. "Aquilo tudo foi muito triste para o futebol", lamenta. "Temos de dar bons exemplos." Marcos aprovou a decisão da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) que transferiu o jogo do Pacaembu para o Morumbi. "Se fosse realmente no Pacaembu eu aconselharia minha família para não ir ao jogo, porque o risco de uma briga entre as torcidas seria maior", disse o goleiro. "No Morumbi, a segurança deverá ser melhor."

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