São Paulo - Marcos falava ontem do drama das muitas lesões que sofreu na carreira quando o lateral-esquerdo Leandro entrou na sala de imprensa com um bolo de chocolate, dizendo: ''Meus parabéns, Shrek''. O goleiro abriu um sorriso. Tomou fôlego e soprou as velinhas que formavam o número 400 - a quantidade de jogos que completa pelo Palmeiras amanhã, contra o Vasco, no Palestra Itália. ''Estou parecendo defunto. Cada vez que apareço num lugar recebo homenagem'', brincou o ídolo palmeirense.
Jogador de futebol costuma ir à sala de imprensa só depois de tomar banho, passar mil cremes no cabelo e colocar anéis, pulseiras e brincos. Marcos é diferente. Ele aparece para dar entrevistas ainda com o uniforme de treino, sujo e suado. Quando perguntaram sobre o que mudara em sua vida em relação à época em que estreou no Palmeiras, num amistoso contra a Desportiva Guaratinguetá, em 1992, ele respondeu: ''A diferença é que agora tenho uma placa de platina onde antes era osso.''
Ele hoje brinca com as lesões. Mas já sofreu bastante. ''No fim do ano passado me sentia um ex-jogador. Não jogava, só fazia fisioterapia''. Foram duas fraturas no antebraço esquerdo (fixadas por duas placas de platina), duas operações no pulso esquerdo e mais uma série de lesões menores que o deixaram de molho por muito tempo.

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