Curitiba - O dia foi 26 de abril de 2009. Jogando na Arena da Baixada, pela penúltima rodada do octogonal decisivo do Campeonato Paranaense daquele ano, o Atlético precisava vencer o rival Coritiba e torcer para o J. Malucelli (hoje Corinthians Paranaense) perder para o Nacional em Rolândia. Essa combinação dava ao Rubro-Negro o título estadual com uma rodada de antecedência.
O Nacional fez sua parte em Rolândia. Mas o Coritiba estragou a festa atleticana. Distante do título, já que uma surpreendente derrota em casa para o Iraty na rodada anterior havia reduzido suas chances de ficar com a taça, o Coxa entrou naquela tarde em campo quase que exclusivamente com o objetivo de impedir a alegria do rival. E conseguiu, com uma vitória por 4 a 2. O Atlético só conquistaria o título na última rodada, ao bater o Cianorte.
No próximo domingo, outro Atletiba será disputado em circunstâncias parecidas, mas com expectativas trocadas. O Coritiba, líder do segundo turno do Paranaense 2011, enfrenta o Furacão na Arena da Baixada precisando apenas de um empate para ser campeão estadual antecipadamente.
O Atlético sabe que está distante do título. Cinco pontos atrás do Coxa no returno, precisa vencer o maior rival, e depois bater o Rio Branco em Paranaguá na última rodada e torcer para o Coritiba perder do Cianorte no Couto Pereira. Isso tudo para levar a disputa pelo título para uma decisão em duas partidas, pois o Coxa foi o vencedor do primeiro turno. Entre os torcedores atleticanos, o que mais se fala nesta semana é da possibilidade de vencer o clássico para ao menos ''carimbar'' a faixa do título do Coritiba, invicto nesta temporada.
O meia-atacante Marcos Aurélio, atualmente um dos destaques do elenco do líder do Paranaense, estava em campo naqueles 4 a 2. Foi inclusive o autor do segundo gol do Coxa. Ele acredita que, apesar das diferenças, é possível notar semelhanças entre aquele momento e o atual.
''Dá para comparar, sim, pelo momento que eles viviam e pelo momento que a gente vive hoje. A gente respeita o Atlético. Vamos tentar fazer o que temos feito, entrar concentrados. Sabemos que será difícil. Clássico, por mais que as equipes vivam momentos diferentes, não tem favorito'', diz Marcos Aurélio.
O meia-atacante se lembra do clima no elenco coxa-branca na semana que antecedeu aquele Atletiba de 2009: a ideia fixa era não perder, resultado que poderia dar o título para o rival. ''Eles queriam ser campeões em cima da gente, e não conseguiram. Agora, nós queremos ser campeões em cima deles'', aponta.

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