Marcos Assunção mostra liderança na luta contra queda
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quinta-feira, 18 de outubro de 2012
Agência Estado 
São Paulo - Era 1h30 da manhã de quarta-feira e a delegação do Palmeiras chegava no hotel em Salvador para descansar, pois na noite do mesmo dia teria um importante confronto diante do Bahia, no estádio de Pituaçu. Na porta do hotel, Marcos Assunção apareceu e mesmo reclamando de fome, por ter chegado antes dos companheiros e não ter jantado sozinho, soltou um largo sorriso e deu um abraço em cada um dos jogadores que desciam do ônibus.
Esse fato é apenas um dos que mostram o quanto o volante resolveu se entregar para o time e sua atitude, cheia de personalidade, conquista a cada dia mais adeptos na equipe.
Marcos Assunção luta contra fortes dores no joelho direito que o tirou do jogo contra o Náutico. Mas diante do Bahia, ele tirou forças de onde nem ele sabia que tinha e foi para a batalha, mesmo que no sacrifício.
Mesmo com uma carreira tão vitoriosa, onde enfrentou e teve a companhia dos principais craques mundiais e defendeu a seleção brasileira, o volante de 36 anos parece um garoto tamanha disposição para trabalhar e a crise vivida pelo Palmeiras só faz com que seu comprometimento aumente a cada dia.
Membros da comissão técnica e companheiros de time admitem que Marcos Assunção não faz a diferença só pela experiência e por sua cobrança de falta quase perfeita. Há quem diga que fora de campo ele ajuda até mais do que nas quatro linhas.
Ter enfrentado o Bahia com dores no joelho direito não foi a única prova do quanto profissional o volante está sendo. No dia a dia, ele ataca como um conselheiro, principalmente dos mais jovens. "O amor que eu tenho por eles (jogadores) é de família. A vontade que eu tenho de deixar minha esposa e meus filhos para ir trabalhar no Palmeiras é muito grande e tenho orgulho disso. Gostaria que esses jogadores pensassem assim também, já que temos uns 15 ou 16 milhões de pessoas torcendo por nós e muitos deles queriam estar em nosso lugar", explicou o volante.


