Marcos Assunção assume papel de líder único
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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
<br> <br> Agência Estado 
São Paulo - Com a aposentadoria de Marcos, o Palmeiras não perde apenas um grande goleiro. Mais do que isso, o clube perde seu grande líder, alguém que vivenciou o mesmo ambiente por 19 anos e sabia como se portar diante dos principais problemas. Sem ele, o resto do elenco agora vai ter de dividir as responsabilidade.
Em 2010, Felipão havia escolhido quatro jogadores para liderar a equipe, que seriam os porta-vozes do grupo: Marcos, Danilo, Edinho e Marcos Assunção. De todos esses, sobrou apenas o experiente volante.
Marcos Assunção é mesmo uma das vozes mais ativas do grupo, mas espera não ficar sozinho. ''Todos têm de ter responsabilidade'', disse o goleiro Bruno, que briga para assumir a titularidade do gol palmeirense após ser emprestado para a Portuguesa. ''Temos de nos unir mais agora. Eu tenho 14 anos de Palmeiras, não é pouco'', lembrou. ''Mesmo sem o Marcos, temos outros jogadores experientes aqui''.
Mesmo atuando pouco em 2011, Marcos treinava normalmente e participava das atividades com o grupo. E passava, principalmente, força para o time nas conversas diárias em campo e no vestiário. Sem esquecer a bagunça que ele arrumava, apaziguando brigas que a torcida arrumava com o time.
Mesmo quem tem pouco tempo de Palmeiras sabe que o relacionamento com os torcedores não é dos melhores. ''Todo mundo já esperava aquela manifestação que teve (na reapresentação, semana passada). Isso já virou normal aqui'', falou o atacante Ricardo Bueno.
Luiz Felipe Scolari é o único treinador dos grandes clubes de São Paulo que ainda não falou com a imprensa - Tite e Emerson Leão já ''estrearam'' no ano pelo Corinthians e São Paulo, respectivamente. A expectativa era que o técnico palmeirense falasse hoje, mas ele recuou. Em vez disso, o clube apresentará o zagueiro paraguaio Adalberto Roman.


