São Paulo - A Federação Mundial de Tae Kwon Do (WTF, na sigla em inglês) anunciou ontem que os quatro convites a que tem direito para os Jogos Olímpicos de Londres serão distribuídos para atletas do Iêmen e de Mali no masculino e de Panamá e Camboja no feminino. Com isso, o brasileiro Marcio Wenceslau não tem mais chances de estar na Olimpíada.
O Brasil, por meio do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e da Confederação Brasileira de Tae Kwon Do (CBTKD), pleiteava que Marcio Wenceslau, da categoria até 58kg, recebesse um desses convites. Isso porque o brasileiro foi bastante prejudicado pela arbitragem na decisão do Pré-Olímpico das Américas, realizado em novembro, no México, e ficou sem a vaga - os vídeos da luta mostram que o árbitro errou e prejudicou o lutador do Brasil.
O COB entende que Marcio Wenceslau foi prejudicado pela arbitragem ''pelo menos três vezes'' na decisão do Torneio Qualificatório. Ele vencia Damian Villa, do México, por 6 a 2 até 20 segundos antes do fim da luta. Em 17 segundos, o mexicano reduziu a diferença para dois pontos. Então, árbitro acusou um golpe na cabeça do brasileiro, mas os vídeos da luta mostram que o chute pegou apenas no braço dele, o que não configura ponto. Desta forma, o lutador da casa venceu por 7 a 6 e ficou com a vaga olímpica.
Em fevereiro, o COB deu um ''ultimato'' à WTF, exigindo o convite ao brasileiro. Depois, no começo de março, a entidade entrou também com recurso na Corte Arbitral do Esporte (CAS), em Lausanne, na Suíça. O pedido de revisão do resultado da luta, porém, ainda não foi julgado e sequer há prazo para que isso ocorra.
A decisão pelos convites a atletas de Iêmen, Mali, Panamá e Camboja foi tomada no domingo. Só nesta terça-feira, porém, é que veio a confirmação por parte da WTF. O brasileiro foi preterido pelo malês Daba Modibo Keita, campeão mundial dos pesados em 2007 e 2009, e também pelo iemenita Tameem Al-Kubati, da mesma categoria que sua, mas apenas o 167.º do mundo, eliminado nas oitavas de final do Qualificatório da Ásia.
Desta forma, a não ser que a CAS interfira, o Brasil terá apenas dois representantes no tae kwon do olímpico: Diogo Silva (até 68kg) e Natália Falavigna (acima de 67kg).

mockup