São Paulo, 16 (AE) -Quando Raí marcou um gol a 10 minutos do primeiro tempo, os torcedores do São Paulo sonharam com uma goleada sobre a Portuguesa. No fim da partida, saíram do Canindé frustrados com o empate por 1 a 1, resultado considerado justo pelos atletas do Tricolor. "A partida foi movimentada, mas nenhum time chegou a assustar, criando chances de gol", analisou o líbero Márcio Santos. "O empate caiu bem para todo mundo."
Para o meia Carlos Miguel, o resultado mostrou o equilíbrio que existe entre os clubes. "A Portuguesa soube marcar e neutralizar nossas principais armas de ataque", revelou o meia. Com o empate, o São Paulo manteve a invencibilidade no Campeonato Paulista e garantiu a primeira colocação na classificação geral. "Não dá para golear sempre." O técnico Paulo César Carpegiani elogiou o desempenho dos jogadores.
Condenou, contudo, o individualismo de Warley e Edu, que entraram no segundo tempo no lugar de Raí e França, respectivamente. "Não adianta querer resolver tudo sozinho; é preciso ter calma para trabalhar a bola", disse o treinador, que ainda lamentou o estado ruim do gramado do Canindé. "O campo está cheio de buracos."
Segundo Carpegiani, como o lateral Serginho estava muito marcado, a equipe tentou explorar, sem sucesso, as jogadas pelo meio. "A Portuguesa se fechou bem na defesa e nós não soubemos entrar pelas pontas", afirmou. O técnico também fez questão de enaltecer o eficiente esquema tático armado por Zagallo.
O goleiro Rogério, porém, condenou o estilo de jogo da Lusa. "Pensei que eles, em casa, estivessem com mais vontade de vencer", declarou o goleiro. "A gente está classificado, mas foi a Portuguesa que preferiu ficar na retranca."
O São Paulo volta a jogar no sábado diante da Internacional, de Limeira, às 16 horas, no Morumbi. A diretoria do clube promete realizar uma grande festa, com show de bonecos gigantes e aeróbica. Os ingressos serão vendidos a preços populares. O zagueiro Bordon, com dores no tornozelo, deverá desfalcar o time.

mockup