Márcio Santos diz "não" ao São Paulo
São Paulo, 04 (AE) - Márcio Santos se despediu do São Paulo na tarde de hoje. A diretoria do clube procurou o zagueiro e tinha esperança de renovar seu contrato por mais um ano. Porém, o zagueiro disse que estava muito aborrecido com o clube e não poderia mais ficar.
"Conversei com ele, mas não adiantou. Disse ao Márcio que todos aqui no São Paulo gostavam muito dele. Eu mesmo sempre o admirei como profissional. Mas infelizmente não adiantou nada. Ele não pretende renovar com a gente", comentou o diretor de Futebol José Dias.
Márcio Santos ficou decepcionado com a postura da diretoria durante todo o ano de 99. Quando o zagueiro discutia com o treinador Paulo César Carpegiani, os diretores sempre ficavam do lado do ex-técnico do clube. "Todos aqui podiam ser de carne e osso. Só eu tinha de ser de ferro", explicou.
O zagueiro foi abandonado na reserva quando estava apresentando um bom futebol. Por ter reclamado, Márcio Santos foi punido, sendo excluído até mesmo do banco por duas partidas.
No final do ano, Carpegiani ainda duvidou que o zagueiro estivesse contundido, quebrando definitivamente sua relação com o atleta.
"Não temos outra alternativa se não negociá-lo. Acho que cheguei tarde demais", disse José Dias, que foi efetivado como diretor somente em dezembro.
Sem Márcio Santos, Levir Culpi poderá contar com o zagueiros Wilson, Paulão e Rogério Pinheiro. Isso porque Nem também está de saída. Mas o zagueiro Émerson, da Portuguesa, recebeu uma nova proposta do São Paulo e poderá ser o primeiro reforço.
O clube poderá ainda vender o volante Belletti, que estava nos planos de Levir, para o Atlético-MG, por R$ 1,9 milhão.





