Márcio: Defendo meus direitos
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terça-feira, 25 de novembro de 1997
Claudemir Scalone Londrina 
O ex-jogador e ex-técnico do Londrina, Márcio Alcântara, disse ontem que não pode ser responsabilizado pela provável desativação do futebol profissional do clube. Estou apenas lutando pelos meus direitos, afirmou. Márcio faz parte dos cinco por cento de credores do Londrina que ainda não aderiram ao chamado grande acordo, proposto pela Sociedade dos Amigos do Londrina (SAL). A entidade, que terceirizou o futebol do Tubarão, garante que só permanece à frente do clube, se todos os credores aceitarem a negociação. Esta seria a garantia de a justiça trabalhista não vir a penhorar rendas dos jogos da equipe no Estadual. Segundo os dirigentes da SAL, se até amanhã não houver adesão total ao grande acordo, o clube não disputará o Campeonato Paranaense de 1998 e o futebol profissional será desativado.
Márcio move ação trabalhista contra o clube por não ter recebido a rescisão contratual, quando dirigiu o time no Brasileiro da Série B em 1996. Sua ação estaria avaliada em cerca de R$ 60 mil. Eu não me sinto responsável se o Londrina parar e nem estou prejudicando os credores que têm ações de valores menores. As pessoas que conhecem o meu passado sabem que só quero o que me é de direito, explicou o ex-jogador, que não descarta um entendimento com o clube. Nunca estive fechado em cima de uma proposta. Estou aberto ao diálogo, completou.
O advogado Hélio Camargo, um dos responsáveis pela comissão dos credores, informou que vai contatar mais uma vez os advogados dos oito credores que não aderiram ao acordo. Segundo Camargo, o advogado de Adirley Pio Nonino, que trabalhou no Londrina cerca de 15 anos, já apresentou uma contraproposta particular ontem de manhã. A comissão vai aguardar o pronunciamento dos outros advogados e na quarta (amanhã) entregará o relatório final à SAL, explicou Hélio, na esperança de acertos.


