Fernando Tupan
De Curitiba
O novo técnico do Coritiba, em substituição a Abel Braga, é Márcio Araújo (foto). Ele vai ser apresentado hoje às 14h, no Alto da Glória, pelo presidente João Jacob Mehl. O objetivo do contratado, que este ano dirigiu o Paraná Clube no Campeonato Paranaense e foi demitido depois da primeira rodada do Campeonato Brasileiro, é acabar com o jejum de nove jogos sem vitória.
Apesar da torcida desejar a permanência de Abel Braga, a contratação de Araújo foi vista com bons olhos. Ele chega com um ótimo currículo ao alviverde. No ano passado, o treinador recuperou a moral do seu antigo time e o livrou da Série B do Brasileiro.
O novo treinador confessou ontem, por telefone, estar feliz de retornar ao Coritiba onde atuou como jogador. ‘‘É uma honra dirigir o Coritiba, uma das maiores equipes do Brasil e atual campeão paranaense. Eu já defendi a equipe como atleta e agora vou ser treinador. Isso é gratificante’’.
O novo técnico conhece bem o elenco coxa-branca. Durante o Paranaense, Araújo, como técnico paranista, chegou a dar um nó na estréia de Abel Braga, aplicando uma goleada, depois perdeu a competição nos playoffs. ‘‘O time que vou dirigir tinha perdido por 6 a 2 e deu a volta por cima sendo campeão estadual. Essa equipe reverteu uma situação difícil e mostrou ter muita força. Graças a união dos jogadores, os problemas foram superados’’.
‘‘O futebol é engraçado. O Coritiba começou bem o Campeonato Brasileiro e depois caiu de produção. Vou trabalhar para que a equipe volte a conquistar vitórias’’, falou Araújo.
Para o jogo contra o Botafogo-RJ, sábado, às 16 horas, no Couto Pereira, Araújo deve ter problemas para utilizar alguns dos principais jogadores do elenco alviverde . O atacante Cléber levou uma pancada na coxa esquerda e está no Departamento Médico em tratamento. Basílio voltou a sentir uma distensão, que o afastou do time desde março passado, e dificilmente vai se recuperar para o jogo.
Atlético – O técnico Oswaldo ‘Vadão’ Alvarez teve uma conversa de 45 minutos com todo elenco no CT do Caju, no Umbará. Ele mostrou aos seus jogadores os números da partida frente ao Atlético Mineiro, no sábado passado, na Baixada. ‘‘O Atlético Paranaense foi superior em todos os sentidos, esteve com a bola no pé mais tempo, chutou 27 vezes ao gol, esteve 27 vezes na linha de fundo e penetrou 84 vezes no campo do adversário. Mesmo com esse domínio não vencemos’’, explicou Vadão ao seu elenco.
‘‘A gente podia estar numa condição fantástica no Brasileiro se tívessemos traduzido nossa superioridade nas partidas, em gols’’, continuou o treinador. Essa conversa com os jogadores serve para buscar os detalhes que levaram o time a empatar pela segunda vez consecutiva em seu estádio.
Para o jogo contra o Juventude, Vadão espera que o rubro-negro volte a se impor em campo como fez contra o último adversário. ‘‘Precisamos supervalorizar determinados momentos para não sermos surpreendidos, como aconteceu nos dois últimos encontros. Em Caxias do Sul vamos jogar para vencer’’, disse o treinador.

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