Marcinho, discreto, chega ao Palmeiras
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segunda-feira, 09 de maio de 2005
Agência Estado 
São Paulo - A cerimônia oficial de apresentação de Marcinho pelo Palmeiras não teve nada de pompa. O único indicativo de extravagância partiu do diretor de futebol Salvador Hugo Palaia, que apresentou o reforço como sendo ''de seleção brasileira'', o que não deixa de ser verdade. Fora isso, o atacante seguiu o mesmo protocolo utilizado nas últimas apresentações. Foi apresentado na sala de imprensa, posou para os fotógrafos com a camisa número 8, e concedeu uma coletiva ali mesmo, em pé, sem a presença do presidente Afonso Della Monica, que passou a tarde viabilizando a contratação de Paulo Baier, do Goiás, e a saída de Diego Souza, para o Vasco.
Nas entrevistas, Marcinho repetiu o discurso da grande maioria. Disse que chega ao Palmeiras com dois objetivos: conquistar a Libertadores e o Campeonato Brasileiro. Sua apresentação aos novos companheiros também não foi demorada. O novo reforço foi recebido pelo grupo no centro do campo número 1 da Academia de Futebol antes do treino, e só.
Mais interessante do que a entrevista oficial foi a conversa descontraída com os jornalistas. O jogador lembrou uma passagem curiosa na época em que os dirigente do Palmeiras e do São Caetano discutiam sua transferência. Marcinho imaginou que o Palmeiras o estava contratando para repassá-lo a um clube de fora. ''Até perguntei (ao vice-presidente José Cyrillo Júnior e ao diretor de Futebol Salvador Hugo Palaia) se o Palmeiras pretendia me repassar para algum outro clube. Fiquei bem mais tranquilo quando me responderam que eu estava sendo contratado para ficar, para cumprir todo o contrato''.
Márcio Miranda Freitas Rocha Silva, 24 anos, assinou contrato por três anos e uma cláusula de preferência por mais dois. Para o atacante, esse vínculo vai lhe dar a segurança que ele não teve na época do Corinthians, em 2002, quando jogou no Parque São Jorge por seis meses e teve de voltar ao Paulista de Jundiaí porque não quiseram pagar R$ 300 mil pela prorrogação do empréstimo. Em seguida, o jogador transferiu-se para o São Caetano, onde jogou por dois anos. ''No São Caetano assinei um contrato longo e tive a mesma segurança que terei no Palmeiras''.
Marcinho só não sabe ainda como será chamado no Palmeiras, que já tem outro Marcinho o volante. ''O nome é o que menos importa. O que interessa é a relação entre o clube, os companheiros e a torcida''.
Marcinho será um dos três reforços do Palmeiras para a segunda fase da Libertadores. Os outros dois são Washington e Juninho Paulista. Portanto, não poderá jogar amanhã, contra o Cerro PorteÀo, no Parque Antártica. A estréia será contra o Paraná Clube, domingo.


