Marcinho critica a diretoria do Palmeiras
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quarta-feira, 29 de novembro de 2006
Agência Estado 
São Paulo - Mais um jogador do Palmeiras abriu a boca para criticar a diretoria. Depois de Marcos, Edmundo, Juninho e Francis, que fizeram suas críticas ao longo dos últimos dois meses, agora foi o atacante Marcinho que demonstrou o seu descontentamento com os dirigentes.
Marcinho, que tem propostas para jogar no exterior, criticou a falta de planejamento da diretoria em entrevista à TV Globo. Ele lembrou de casos emblemáticos da desorganização palmeirense, como um jogo no Paulistão, em Jundiaí, em que faltou jogador para ficar no banco de reservas. Citou também uma viagem feita de ônibus pelo interior da Colômbia, em trajeto difícil e que poderia ter sido feito de avião, antes de jogo contra o Atlético Nacional, pela Libertadores.
''Para o próximo ano, a diretoria deveria sentar com calma e ver quem vai ficar, quem vai sair... ter realmente uma programação'', pediu Marcinho.
Na semana passada, Marcinho já havia culpado falhas no planejamento para explicar a sua queda de rendimento em campo - foram só três gols no Brasileirão deste ano, 14 a menos do que em 2005. Contratado por R$ 7 milhões do São Caetano, ele deve ser vendido para um time do exterior por um valor menor, pois o Palmeiras precisa desesperadamente de dinheiro. A diretoria já teria usado quase 40% da receita de 2007 de patrocinadores e do Clube dos 13 para pagar os salários dos últimos três meses.
A saída de Marcinho ainda não é certa, mas a de Juninho está sacramentada. Pelo menos é o que tem dito o diretor de futebol Salvador Hugo Palaia a pessoas próximas.
Segundo Palaia, o salário de Juninho é alto demais. Em outubro, o próprio meio-campista havia reclamado de atrasos em seus vencimentos, assim como o atacante Edmundo.
Marcos também andou reclamando. Ele lamentou a constante troca de treinadores de goleiro - foram três nos últimos dois anos. Segundo Marcos, esse é o motivo de suas várias lesões.
Já o volante Francis reclamou, no início do mês, da saída do técnico Tite (causada por Palaia). Francis disse que isso atrapalhou demais o astral do elenco.
Ontem até o goleiro Deola, o quinto na hierarquia da posição no Palmeiras, criticou a diretoria. Emprestado nesta temporada ao Guarani, Deola conta que não recebeu um único telefonema da diretoria palmeirense enquanto esteve no clube de Campinas. ''Acho que poderiam dar mais atenção ao pessoal da base que está emprestado aos outros clubes'', disse.
Oposição - Em clima eleitoral, a oposição do Palmeiras pediu ontem que o departamento de futebol seja totalmente reformulado para 2007. Além disso, os opositores desejam que o planejamento para montar o time para o Paulistão seja feito até o final deste ano, para que os jogadores tenham tempo de fazer uma pré-temporada.
Seraphim Del Grande, líder da oposição, pediu uma união de todos os setores do clube, para impedir que o Palmeiras venha a correr risco de rebaixamento em 2007. ''Temos de nos profissionalizar, para encontrar um parceiro forte. Os jogadores, hoje, estão abandonados e não encontram respaldo para resolver os seus problemas. Isso se reflete em campo.''


