Sobrevivente da renovação na seleção italiana de futsal, o londrinense Márcio Forte quer despedir-se da Azzurra em grande estilo. Confirmado como capitão da Itália no Mundial de novembro na Tailândia, o fixo sonha em ver a equipe alcançar ao menos a semifinal, o que seria uma grande conquista para a nova formação.
No Mundial de 2008, disputado no Brasil, a seleção italiana era toda formada por ítalo-brasileiros, como o próprio londrinense. Agora, a Federação Italiana vetou uma Azzurra ''verde-amarela'' e provocou uma reformulação forçada. São permitidos no máximo sete brasucas, junto com sete italianos natos, sendo que um nativo tem que fazer parte do quinteto que estiver na quadra.
''Hoje, a nossa seleção não é favorita, mas com um trabalho sério, quem sabe podemos disputar uma semifinal no Mundial'', projetou o capitão, que se aposenta da seleção após o Mundial. E foi o que aconteceu no último europeu. O time italiano caiu na semi diante dos espanhóis.
Por falar em mudanças, elas deram o tom na última temporada para o jogador pé-vermelho. Ele retornou à Lazio, seu primeiro clube na Itália, quando desembarcou por lá dez anos atrás.
Depois de um período de muitas conquistas com a camisa do Montesilvano, a crise econômica o obrigou a mudar de time. O time conquistou a Liga dos Campeões da Europa na temporada 2010/2011, mas na temporada seguinte foi eliminado e a direção se viu obrigada a reduzir a folha salarial. ''Com a crise, o clube propôs uma redução de 40% nos salários e não aceitei. Aí fui vendido para a Lazio, que foi meu primeiro clube na Itália'', contou o fixo.
A idolatria por ele era tanta na ex-equipe que até mesmo a camisa 3, a que Marcinho usava, foi aposentada em sua homenagem. Já no clube novo, a história não começou como planejada. A Lazio se reforçou bastante em busca de títulos, mas eles não vieram. Contratou ele e outros dois jogadores da seleção italiana, três da paraguaia, mas se viu eliminada das competições que disputou. ''Financeiramente a mudança foi boa para mim, mas esse ano não conseguimos ganhar nada. Montaram uma equipe forte, mas não foi do jeito esperado'', lamentou.
Melhor do mundo
Aos 35 anos, Marcinho viveu uma emoção única na carreira. O nome dele estava entre os cinco apontados para o prêmio de melhor do mundo em 2011, da Umbro Futsal Awards, que acabou ficando com o brasileiro Falcão mais uma vez. A indicação surpreendeu o londrinense. ''Não esperava. Nunca imaginei que poderia concorrer ao prêmio de melhor jogador do mundo. Tive reconhecido o trabalho com o Montesilvano, quando trouxemos um título inédito para a Itália (Liga dos Campeões), e com a seleção'', comentou.

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