Marcílio nega participação em racha
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segunda-feira, 04 de outubro de 1999
por José Rodrigues 
Santos, SP, 5 (AE) - Marcílio José Marinho de Melo, 25 anos, acusado pela morte de Pedro Simões Neto, num suposto "racha" que teve a participação de Edson Cholbi do Nascimento, o ex-goleiro Edinho, negou que estivesse participando de qualquer disputa na hora em que Simões atravessou a avenida em sua moto, e se chocou com seu veículo Apolo. Ele disse que nem havia visto o carro de Edinho e atribui a repercussão do caso à fama do ex-jogdor, que é filho de Pelé. Marcílio tinha menos de 21 anos na época e, hoje, sua profissão é motorista profissional.
O promotor Octávio Borba de Vasconcelos Filho, que atua na acusação de Marcílio José Marinho de Melo e do ex-goleiro Edinho, na morte do aposentado Pedro Simões Neto, durante um suposto "racha" ocorrido em 1992, defende a tese de que os dois estavam fazendo uma disputa. Segundo ele, a perícia indicou que os veículos estavam a uma velocidade de 65 km/hora, num local em que se permite apenas 40 km/hora. Ele acha, entretanto, que como a moto do aposentado foi lançada a uma distância de 50 metros, o automóvel Apolo, dirigido por Marcílio, deveria estar a uma velocidade de 120 km/hora. Esclareceu que, mesmo não tendo seu carro participado da colisão, Edinho foi arrolado porque colaborou para que houvesse o acidente. Ele pede a condenação de Marcílio e Edinho por crimes de homicídio e de lesão corporal dolosos, que prevê penas de 6 a 20 anos de prisão e de 3 meses a 1 ano de detenção, respectivamente.
O julgamento começou às 8h35 e está sendo acompanhado, principalmente por estudantes de Direito. Não despertou muita curiosidade popular e a chegada dos indiciados ao Fórum foi bastante tranquila.


