Curitiba - Indefinições. É com este clima que o Atlético encerra hoje a preparação para a decisão de amanhã, contra o Coritiba, na Arena da Baixada. Seguindo à risca o que fez ao longo da semana, Ney Franco testou uma série de formações na equipe e segue mantendo mistério sobre a escalação.
A principal dúvida do treinador é em relação à ala-esquerda. Além de Michel e Piauí, alas de ofício que não vêm jogando bem, o treinador estuda improvisar Netinho ou Léo Medeiros no setor. O volante, que chegou para ser titular mas ainda não se firmou na equipe, é uma espécie de ''homem de confiança'' de Franco, que bancou sua contratação. Apesar disso, pela necessidade de montar uma equipe mais ofensiva - o Furacão tem que vencer por dois gols de diferença para levar o jogo para a prorrogação -, a tendência é que o meia comece a partida no lado esquerdo.
E como Gabriel Pimba será mantido no time titular, atuando ora como meia ora como atacante, a outra grande dúvida do treinador está no ataque. No início da noite de ontem o clube obteve efeito suspensivo para a punição de Marcelo Ramos - que estava suspenso da partida pelo Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) em razão da agressão ao zagueiro Ciro, do Toledo, no primeiro jogo da semifinal do Campeoato Paranaense - e o atacante vai para o jogo.
Ao seu lado o técnico deve escalar Rogerinho, embora também tenha testado William e Pedro Oldoni. Caso opte por este último, Franco adotará as bolas alçadas na área como principal arma para furar a defesa adversária, que não toma gol há cinco jogos.
Por medida de segurança, o clube acertou com a Federação Paranaense de Futebol (FPF que a entrega do troféu e medalhas aos campeões não seja feita após o jogo, e sim em uma cerimônia a ser posteriormente agendada.
''Qualquer que seja o resultado o que queremos é evitar o clima de hostilização e guerra'', explica Mario Celso Petraglia, presidente do Conselho Deliberativo do Atlético. A mesma medida foi adotada na última final entre os dois clubes, vencida pelo Rubro-Negro em 2005.

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