Rio - Marcelo viveu o inferno e o céu na seleção brasileira. Por isso, o lateral-esquerdo valoriza cada oportunidade que tem de vestir a camisa amarela. Em cerca de um ano, o jogador do Real Madrid saiu da lista negra do técnico Mano Menezes para se tornar apenas um dos três eleitos acima dos 23 anos a integrar o grupo que vai tentar a inédita medalha olímpica, em Londres.
Marcelo sabe que Mano Menezes deu-lhe um segundo voto de confiança e espera aproveitá-lo ao máximo. Em junho do ano passado, o treinador brasileiro o deixou de fora da Copa América depois de entender que o jogador simulou uma contusão para não disputar um amistoso.
Só voltou a ser chamado depois do fracasso na competição e, principalmente, pelo mau rendimento de André Santos. Agora, com o status de um dos pontos de sustentação da equipe, pretende garantir seu lugar em definitivo, tendo em vista a Copa das Confederações, no ano que vem, e a Copa do Mundo em 2014.
Marcelo acha que a sua dedicação fez Mano Menezes mudar de ideia. ''Quando jogo pela seleção eu deixo minha pele em campo. Se preciso, dou minha vida pela seleção'', discursou o lateral-esquerdo, com a exata noção de que precisava mudar a percepção de que não priorizava as convocações.
Mesmo quando esteve negligenciado pelo treinador canarinho, Marcelo garante que não desanimou. Ao contrário, usou a decepção como estímulo para melhorar e seguir mantendo a mesma postura de esforço total. O lateral-esquerdo também faz uso de sua entrega absoluta para rejeitar a visão de que por vezes perde o equilíbrio emocional em campo. ''Muita gente fala que eu sou um fio desencapado. Não me abalo. Quando estou em campo eu dou meu máximo. Só quem está em campo sabe como é (a adrenalina)'', defendeu-se.
Marcelo, mesmo com apenas 24 anos, se coloca como um dos líderes do grupo. Quer usar a Olimpíada e a possível conquista do título para se estabelecer como o lateral-esquerdo desta geração que vai culminar no Mundial no Brasil, em 2014.

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