Marcelo Oliveira projeta nova fase; Osorio critica arbitragem
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domingo, 28 de junho de 2015
Agência Estado 
São Paulo - Mais do que três pontos na tabela e o massacre sobre o rival, com o placar de 4 a 0, o Palmeiras deixou o Allianz Parque esperando por novos tempos. O técnico Marcelo Oliveira deixou claro que espera ver a atuação fantástica de ontem se repetindo e que as próximas três rodadas permitem projetar bons resultados.
"Acho que nos próximos três jogos podemos arrancar. São duas partidas em casa e uma em campo neutro, onde devemos ter a maioria da torcida. Uma vitória como essa, diante de um adversário do porte do São Paulo, é algo que pode representar uma nova fase", disse o treinador. O Palmeiras encara a Chapecoense em casa, depois pega a Ponte Preta em Cuiabá e o Avaí novamente na sua arena.
A oscilação é o que parece mais preocupar o treinador. O mesmo Palmeiras que tem feito bonito nos clássicos é o que se atrapalha em jogos mais simples. "Fortalece muito essa vitória. Precisamos arrancar uma nova etapa no Brasileiro, mas temos que ter cuidado para não achar que temos um adversário menos complicado. Não existe isso", disse o comandante.
Em relação ao jogo, o treinador destacou que o fato do time ter sabido marcar o rival fez a diferença. "O São Paulo tem um nível técnico alto. Se a gente deixasse eles jogarem teríamos problemas. Acredito que a semana de trabalho foi bem produtiva. Essa saída para Atibaia foi para conhecer mais o elenco e treinar outras opções. Importante vencer bem, marcar gols e, principalmente, não levar gols. Agora temos que nos preparar da mesma forma para a próxima partida", completou.
Irritado, o técnico do São Paulo, Juan Carlos Osorio, concedeu uma entrevista toda em espanhol e não economizou nas críticas. Não aos seus jogadores, mesmo com a impactante derrota, mas com a impossibilidade de "se conversar de forma educada" com o árbitro da partida, o gaúcho Anderson Daronco, que o expulsou no intervalo por reclamação.
"Não pude me conter de fazer uma reclamação formal, educada ao árbitro. Trabalhei na América e na Inglaterra, dois países lideres do mundo, onde se respeita o ser humano. Lá se permite falar com o árbitro. Não sabia que no Brasil as figuras eram intocáveis. Penso que os protagonistas são os jogadores, não os árbitros. Em nenhum momento fui mal educado com ele", disse o colombiano.
Sobre o péssimo resultado, o treinador assumiu a responsabilidade perante seus jogadores e a torcida. "Assumo a derrota e quero pedir desculpas a nossa torcida. Segundo, quero pedir desculpa ao Milton (Cruz, auxiliar técnico) por tê-lo deixado sozinho", afirmou.


