O preparador físico dos juniores do Atlético Paranaense, Marcelo Reeberg Mantovani, 38 anos, morreu ontem às 07h50 no Hospital Evangélico de Londrina. Marcelo foi internado domingo à tarde apresentando sintomas de gripe. Depois de ter passado a noite com um quadro estável, seu estado se agravou após uma parada cardíaca. A causa da morte foi septicemia (infecção generalizada).
Formado em Educação Física pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) em 1987, Marcelo Mantovani trabalhou como preparador físico no Londrina Esporte Clube e foi professor da UEL. Especializou-se em Treinamento Desportivo na Universidade Norte do Paraná (Unopar), estudando também em Sevilha (Espanha), em 1992. Marcelo também passou pela Portuguesa Londrinense e pelo Juventus, em São Paulo.
Junto com o amigo e também professor da UEL Ariobalbo Frisselli, o Dedé, 42 anos, Marcelo escreveu dois livros sobre teoria e prática de futebol. O livro Futebol, Teoria e Prática, lançado em julho de 99, pela Editora Phorte, ganhou o prêmio Brasil Esporte de Literatura, oferecido pelo Indesp (Instituto Nacional de Desenvolvimento do Esporte). Marcelo e Dedé também trabalharam juntos no PSTC, sigla em inglês para Centro de Treinamento de Futebol do Paraná, empresa que visa formar jogadores de futebol.
Marcelo morava em Curitiba e na semana passada havia acompanhado os juniores do Atlético na Taça Cidade em Belo Horizonte – a equipe ficou em terceiro lugar. Como tinha uma semana de folga, Marcelo chegou em Londrina no sábado para passar uns dias em casa de parentes. Logo ficou resfriado. No sábado de manhã, chegou a ir ao Hospital Universitário (HU) mas não quis aguardar o atendimento. Durante o início da noite começou a ter febre e foi para o Evangélico.
A esposa de Marcelo, Márcia Andrea Bravo, 23 anos, disse que ele não ligou muito para a gripe. ‘‘Ele era muito saudável e não levou a sério’’, contou. O filho de Marcelo, de 5 anos, também foi internado no sábado, no Hospital Infantil, com quadro de broncopneumonia. Segundo o hospital, o garoto passa bem.
A médica pneumatologista Jane Takahara, que atendeu Marcelo, disse que ele já tinha um quadro bastante evoluído de infecção. ‘‘Chegou com febre, diarréia e falta de ar. Fizemos uma radiografia que constatou pneumonia. Apesar de estar um pouco desidratado, ele estava bem’’. A médica informou que encaminhou Marcelo para a UTI por volta de meia-noite, mas logo ele teve uma parada cardio-respiratória.

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